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ABC fica surpreso com a ordem judicial de penhora


Foto: Júnior Santos


O ABC admitiu surpresa com a decisão do Juiz do Trabalho, Cacio Manoel que determinou a penhora de parte das propriedades do clube para o pagamento de quase R$ 8 milhões em dívidas trabalhistas (R$ 7.888.925,92). De acordo com o Vice Presidente Administrativo Alvinegro, Ricardo Furtado, antes do fim de 2022, em reuniões, ficou definido que o clube pagaria ainda no início de 2023 uma série de processos ficando apenas com poucos parcelados.


No Despacho do processo, publicado hoje no site do Tribunal Regional do Trabalho – 21, o juiz externa exatamente o contrário. “Considerando as diversas reuniões entre este juízo e o clube executado, nos anos de 2021 e 2022, sempre com as promessas de que o ABC iria realizar transações com investidores e negociar o uso dos imóveis de sua propriedade e, assim, arrecadar recursos para quitar todas as dívidas da planilha do quadro de credores deste processo piloto. Considerando que o ABC não concretizou nenhuma medida para tentar amortizar a dívida, que totaliza R$ 7.888.925,92, nem sequer apresentou documentos acerca de suas despesas habituais que pudessem justificar o porquê de ter desonrado o compromisso perante esta execução especial em depositar mensalmente o valor de R$ 70.000,00, conforme Portaria CAEX nº 01/2015, o que foi descumprido integralmente a partir do ano de 2019, … Expeça-se mandado de penhora”, escreve.


O vice-presidente do ABC garante que o clube tinha certeza de que havia um acordo tácito com o TRT. “Em 2015 fizemos uma negociação e ficou estabelecido na época que o clube pagaria todas as execuções via CAEX sob o comando de um único juiz e o clube passaria a depositar todo mês R$ 70 mil que depois seriam reajustados. Naquela época o clube estava na Série B, estava tudo ajustado pela administração de Rubens Guilherme e Rogério Marinho e não sei porquê, depois houve uma pausa nesses pagamentos em outra gestão. Quando assumimos, abrimos um canal de negociação com a Justiça do Trabalho e reorganizamos as dívidas, os dois acordos Cejusc (Central de Conciliação) continuaram a ser pagos e essa dívida da CAEX que são os processos em fase final, nós negociamos, até 2021 cerca de 18 a 20 acordos, liquidando diversos processos, diminuindo muito o número de ações trabalhistas antigas e isso com o aval do Dr. Caio, que é o mesmo que profere essa decisão atual. Combinamos com ele, no final do ano passado (2022) e aí para nós a surpresa, que nós iríamos encontrar as condições para liquidar os dois acordos Cejusc e iríamos a partir disso reacordar a CAEX até janeiro ou fevereiro voltando a fazer depósitos mensais e até liquidando alguns casos. Ficamos acertados isso de novembro para dezembro em reunião na sala dele e daí a nossa surpresa”, explica o dirigente.


Apesar de tudo, Ricardo Furtado disse que a torcida do ABC poderia ficar tranquila que o clube iria buscar negociar com o Tribunal.

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