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AES investe R$ 3,3 bi no RN e visa abertura do mercado de energia

Com seu terceiro empreendimento em terras potiguares, a AES Brasil, está investindo R$ 3,3 bilhões no Rio Grande do Norte. A construção do Complexo Eólico Cajuína, situado na região do Sertão Central Cabugi, começou em 2022 e terá capacidade instalada total de 1,6GW. O novo parque é incluído ao portfólio da companhia na iminência da abertura do mercado livre de energia que, a partir de janeiro de 2024, passará a ser acessível a todos os consumidores conectados à rede de média e alta tensão, classificados como “grupo A”. Em 2028, esse mercado também deve chegar à classe residencial.



Dirigentes da AES, Rogério Jorge (E), José Carlos Reis (D) e Cárita Abdal em visita à sede da TN com o superintendente Fernando Fernandes / Alex Régis


A AES já possui dois complexos eólicos operando no RN: Salinas, em Areia Branca; e Ventus, que abrange localidades de Galinhos e Macau. José Carlos Reis, gerente de Comercialização de Energia da companhia, explicou que o novo projeto é feito em três fases. “A primeira está pré-operatória, com turbinas, aerogeradores, injetando energia na rede. A segunda está em construção e deve ficar pronta em meados do ano que vem. A terceira, em fase de projeto”, contou o gestor que visitou a sede do Sistema Tribuna, ao lado do vice-presidente de relacionamento da AES, Rogério Jorge, e da gerente de comunicação da companhia, Cárita Abdal.


A produção de energia renovável em larga escala é compatível com o momento que o setor vivencia, isto porque, a partir de 1º de janeiro de 2024, consumidores conectados em alta tensão poderão escolher seus próprios fornecedores de energia, aumentando a demanda. A abertura foi definida pela Portaria Normativa 50/2022, do Ministério de Minas e Energia (MME), publicada no Diário Oficial da União de 28 de setembro de 2022. Antes dessa decisão, só podiam migrar para o mercado livre clientes que consumissem igual ou superior a 1.000 kW. Agora, cerca de 31 mil unidades consumidoras, ou 0,03% do total nacional estarão incluídas.

“A gente estima uma economia de, pelo menos, 30% na conta desses consumidores. Isso vai melhorar lucratividade, competitividade, geração de emprego”, prevê o gerente de comercialização.


Para a mudança, o consumidor deve seguir os procedimentos de comunicar à distribuidora de energia o fim do contrato, aguardar o prazo regulamentar de seis meses e escolher a nova fornecedora de energia. Não precisa fazer investimentos, a menos que exista a necessidade de realizar algum ajuste técnico.


O vice-presidente de relacionamento da AES Brasil, Rogério Jorge, destaca que é importante que os empresários saibam a origem da energia que vão consumir. A da companhia, além de ser 100% renovável, tem certificado de rastreabilidade, que mostra como e onde foi gerada.


“A grande parte dos comercializadores da energia distribuída não gera a energia. Eles compram para revender ou podem vender sem ter comprado e vai comprar depois. O empresário tem a opção de escolher”, disse.

Ele também aponta as vantagens. Uma delas é que no energia distribuída o preço é pré-fixado pelo tempo de contrato escolhido, sem sofrer oscilações do mercado regulado. “A maioria dos contratos é de 5 anos e o valor é fixo, corrigido pelo IPCA. Porém, ele pode escolher um contrato onde começa a pagar mais e depois menos, pode optar por um desconto fixo, enfim, o empresário tem essa flexibilidade. Além de saber o preço, foge do risco da bandeira tarifária do mercado regulado”, pontua Rogério Jorge.

A abertura do mercado livre, no entanto, ocorre de forma gradual. Os executivos da AES Brasil explicam que isso ocorre porque o setor regulado tem toda uma estrutura que precisa ser respeitada. “O setor está estruturado para o mercado regulado e essa abertura deve respeitar os investimentos já feitos no passado. Na medida em que os contratos vão encerrando, a abertura vai acontecendo com novos contratos”, diz o vice-presidente de relacionamento.

A abertura total, que vai incluir o cliente residencial está prevista para ocorrer em 2028. O gerente de Comercialização de Energia da AES Brasil, diz que isso vai melhorar a competitividade e também se refletir no preço para o consumidor. “Quanto mais eficiente o projeto de geração, mais barato será a energia. A gente vende direto do produtor. Para fins econômicos é muito relevante. A abertura total está vislumbrada para 2028 porque há a necessidade de ajustes em sistemas que precisam ser adequar e vai contribuir para maior competitividade da cadeia de modo geral”, destaca José Carlos Reis.

Empresa investirá R$ 7,3 milhões em ações na região dos parques


Paralelo aos investimentos para geração de energia limpa, a AES Brasil também contribui para suprir algumas necessidades das localidades e adjacências onde os empreendimentos estão instalados. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a companhia assinou, em setembro do ano passado, juntamente com o Governo do Estado, uma carta de intenções prevendo investimentos sociais de, aproximadamente, R$ 7,3 milhões, cujos benefícios chegam a cerca de 5.700 pessoas. “A ideia não é só chegar na localidade com um empreendimento, que por si só fomenta a economia e leva crescimento econômico na fase da obra, mas também através do contato direto com a comunidade consultando o que precisa”, explica José Carlos Reis. Foi assim que em janeiro passado a AES iniciou a entrega de cisternas de placa, tecnologia social com capacidade para armazenar até 16 mil litros de água provenientes da chuva. Ainda está prevista a construção de poços artesianos. O projeto beneficiará 86 famílias que vivem em comunidades vizinhas ao Complexo Eólico Cajuína. “Esse foi um caso especial de perceber que naquela região específica tem o problema da escassez hídrica”, conta a gerente de comunicação da companhia, Cárita Abdal. Outra iniciativa é o projeto de inclusão produtiva, voltado para mulheres do município de Lajes, com o objetivo de dar oportunidade de desenvolvimento local e fomentar a geração de renda para subsistência e venda de excedentes. “A ação resgatou as mulheres que dedicavam boa parte do tempo buscando água potável e passaram a ter esse tempo para se dedicar a uma atividade produtiva, ao empreendedorismo. Hoje já estão comercializando e levando seus produtos para apresentar em feiras”, conta. Falando em mulheres, o Complexo Eólico Cajuína será operado 100% por elas. Para tanto, a empresa lhes oferece especialização técnica com foco em Manutenção e Operação de Parques Eólicos. Mais de 70 alunas, que representam 18 municípios potiguares, recebem essa capacitação e possuem diferentes formações, como eletrotécnica, mecânica e segurança do trabalho. “Parte dessas deverá ser absorvida pelo time do parque e outras pelo mercado. Esse time 100% feminino vai será de 30 mulheres”, ressalta Cárita Abdal. O modelo de operação exclusivo com mulheres já é utilizado no Complexo Eólico Tucano, localizado na Bahia.

As iniciativas sociais diferem de acordo com a realidade de cada região. “Em São Paulo produzimos e promovemos o desenvolvimento de espécies de peixe para povoar os reservatórios”, destacou o vice-presidente de relacionamento Rogério Jorge. Essa é uma iniciativa ligada ao viés de inovação da companhia. Esse viés também está presente nas ações sociais da empresa no RN. Nesta quarta-feira (31), assinará um Termo de Parceria para a realização do 1º Programa de Inovação Aberta com foco em energias renováveis no estado em parceria com o Sebrae/RN. Denominado "Conecta Energia RN", o programa busca impulsionar a inovação e estimular o desenvolvimento de soluções inéditas para o setor de energia na região. O evento marca o início de uma ação pioneira que visa fomentar o empreendedorismo e a criatividade na área de energias renováveis. “Vamos montar cursos como se fosse um pólo de inovação em parceria entre a AES e o Sebrae para preparar o público local com metodologias e tecnologias de inovação. O objetivo é que os pequenos e médios empresários venham a ter mão de obra com acesso a esse tipo de informação”, pontua Rogério Jorge.



Com informações da Tribuna do Norte.

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