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Argentina fatura o tri mundial diante da França e coroa um genial Messi


Foto: Franck Fife/AFP


A Argentina é tricampeã mundial de futebol. Lionel Messi é campeão mundial. O destino foi gracioso com a última dança do gênio num palco de Copa do Mundo. Após a decepção de 2014, o camisa 10 da Albiceleste agora tem a sua taça e coroação definitiva. Contra uma França que conseguiu salvar o que parecia derrota certa, a Argentina venceu nos pênaltis (4 x 2) após o empatar em 3 a 3 no tempo normal. Uma final de Copa do Mundo 2022 do Qatar, no Estádio Lusail, neste dia 18 de dezembro definitivamente para a história.


A Argentina exibiu um primeiro tempo com autoridade, sem sofrer sustos. O pênalti inexistente marcado logo aos 20 minutos e convertido por Messi foi um golpe que a equipe de Mbappé quase não conseguiu se recuperar. Com 2 a 0 no placar na segunda metade da etapa final, o título no tempo normal parecia certo a Messi e sua seleção. Mas Mbappé mostrou também genialidade e em menos de cinco minutos marcou dois gols (um deles uma pintura) e forçou a prorrogação. Lá, novo empate: Messi e Mbappé marcaram para suas seleções. A disputa ficou para os pênaltis. A Argentina converteu todas as cobranças. Coman e Tchouaméni desperdiçaram.


MESSI

O que faltava a Messi não falta mais. Perto do fim da carreira, o gênio foi o comandante do título que encerrou 36 anos de jejum argentino em Copas do Mundo. Messi foi na final aquele que foi durante a competição, participativo e talentoso. É bem verdade que ganhou de presente pênalti inexistente. Mas não ofusca o brilho de um capitão que entendeu seu talento e liderança. Teve ajuda luxuosa de Di María para anular uma França que impunha medo.

Após uma carreira impecável no futebol de clubes, Messi agora conquista de vez o coração de seu país, que, por vezes, duvidou de sua entrega e predestinação. Messi é do tamanho de Maradona. Maior? Difícil dizer pelos hermanos, mas dá para ousar em classificar que não é menor. Messi arrancou o argentino de seu atual duro cotidiano político-econômico. Até nisso pareceu emular Don Diego.


DESTRUIDOR DE RECORDES

Messi separou o dia para alcançar feitos, além de levantar a taça. Ao entrar em campo na decisão, ultrapassou Lothar Matthäus e se tornou, de forma isolada, o jogador com mais partidas em Copas do Mundo com 26 jogos disputados. O camisa 10 também é o único atleta a balançar as redes dos adversários em todas as fases de mata-mata da competição, ultrapassou a marca de gols de Pelé e igualou o feito de Just Fontaine, com 13 gols no torneio.


LA TERCERA

​A Argentina alcançou o terceiro título mundial e colocou 2022 ao lado dos títulos de 1978 e 1986. Com isso, os hermanos são os únicos com três títulos no momento. Agora, ficam imediatamente atrás de Alemanha e Itália, que têm quatro títulos cada. O Brasil segue hegemônico como o único pentacampeão mundial. Vale lembrar que a Seleção Brasileira alcançou o tri em 1970, há 52 anos.


1° TEMPO: ARGENTINA ARRASADORA

A Argentina começou o jogo conseguindo sufocar o time francês. Scaloni armou seu time com Di María no time titular e impôs marcação alta nos 15 primeiros minutos. Com Messi ativo, a Argentina visitou com alguma frequência a área adversária. Aos 21, Di María recebeu na ponta esquerda. Arisco, cortou um ingênuo Dembélé, que errou no bote seco e levou o drible. Na disputa, já dentro da área, com toque mínimo, foi ao chão. Pênalti. Messi, inapelável, abriu o placar para a Argentina. A França sentiu o golpe e não conseguiu povoar o meio-campo, oferecendo espaços generosos para a Argentina gastar o tempo invertendo o jogo com frequência. E não é boa ideia oferecer espaços a Messi e Di María. Com um toque, o gênio abriu espaço com Mac Allister puxar ataque letal e entregar para Di María colocar o segundo no placar com toque de exuberante categoria.


2° TEMPO: MBAPPÉ É A FRANÇA

O segundo tempo foi em grande parte controlado por uma Argentina que queria deixar o tempo passar. Após sacar Giroud e Dembelé ainda no primeiro tempo para a entrada de Kolo Muani e Thuram, Deschamps colocou em campo na etapa final: Fofana, Camavinga e Coman. Não parecia surtir efeito. O destino sugeria um título surpreendentemente tranquilo para a Argentina. Mas futebol não é afeito a roteiros simples demais, sobretudo em Copas do Mundo. Até então apagado, Mbappé fez sua estrela bilhar intensamente. Aos 34, deslocou Emiliano Martinez em bola recebida no bico esquerdo da área. Dois minutos depois, Messi foi desarmado no meio-campo por Coman. Rabiot esticou para Mbappé, que ajeitou para Thuram. O companheiro devolveu pelo alto, e Mbappé, inapelável, de primeira, empatou para a França com um golaço.


PRORROGAÇÃO: FUTEBOL, EU TE AMO!

​A prorrogação resumiu o fim do tempo normal com alternância de controle. A Argentina foi melhor no primeiro tempo, a França, no segundo. Logo aos três minutos de prorrogação, Messi aproveitou rebote de Lloris em chute violento de Lautaro. Messi, sempre ele, apareceu para colocar no fundo da rede. E, novamente, quando o jogo parecia resolvido para a Argentina, Mbappé apareceu. Agora, de pênalti, seu terceiro gol na decisão. E o título mundial seria decidido nos pênaltis.


PÊNALTIS: ARGENTINA 100%

A decisão por pênaltis em finais de Copa do Mundo não acontecia desde 2006. E era mais um teste aos gênios de cada seleção. Messi e Mbappé converteram. Os companheiros do camisa 10 da Albiceleste fizeram o mesmo. Os franceses desperdiçaram com Coman e Tchouaméni. Coube a Montiel a cobrança derradeira para o tri argentino.

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