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Bloco dos Garis e Baiacu na Vara encerram Carnaval de rua em Natal

Com muita animação, música e folia, os blocos de rua fecharam as atividades no Carnaval de rua de Natal 2023 nesta Quarta-feira de Cinzas (22), quando centenas de foliões foram se despedir da folia do Momo no pólo da Redinha. Os anfitriões foram os tradicionais Bloco dos Garis e Baiacu na Vara, que é patrimônio imaterial do Município de Natal. As festividades começaram ainda pela manhã, por volta das 10h, e seguiram durante todo o dia, até a noite no palco da Praça do Cruzeiro.



Festividades começaram pela manhã, por volta das 10h, e seguiram durante todo o dia, até a noite, no palco da Praça do Cruzeiro / Magnus Nascimento


A programação musical ao longo do dia contou atrações como Frevo no Chico, Luizinho Nobre, Tetê Pessoa e banca Circuito Musical, além de Bira Santos.


A concentração do Bloco dos Garis foi num posto de gasolina, nas imediações do viaduto da Redinha. De lá, o grupo, formado por trabalhadores da limpeza pública seguiu em direção à Praça do Cruzeiro, no coração do bairro, para se encontrar com o Baiacu na Vara, que há 33 anos anima e encerra o Carnaval na Redinha.


A fundadora do bloco, Cristina Medeiros, afirma que esteve em Olinda por diversas ocasiões com o "Bacalhau do Batata", tradicional bloco da cidade pernambucana. Foi de lá que veio a inspiração e o desejo de formar o próprio bloco na capital potiguar, inclusive com grandes bonecos que puxam o bloco no estilo “Bonecos de Olinda”.


"Falei para galera que íamos colocar o Bloco, mas que era de brincadeira. O pessoal chegou e meu pai disse que tínhamos que colocar o Bloco na rua. Pegamos o lençol da minha mãe e fizemos o estandarte. E de lá para cá não paramos mais", disse a produtora cultural, Cristina Medeiros.


O Bloco Baiacu na Vara conta com camisas personalizadas e uma banda com metais e percussões para agitar os foliões de todas as idades. “Conheci o Baiacu na Vara por meio do maestro Bethoven. Sempre participo aqui com a bandinha. Toco trombone. Venho há 13 anos já para o bloco. A banda tem cerca de 50 pessoas”, aponta o militar gaúcho Celso Cunha, 43 anos.


São mais de 3.500 membros, segundo os organizadores. A maioria dos participantes aproveita para personalizar suas fantasias nos mais variados estilos e cores.


O Baiacu desfila junto com outro bloco tradicional, o dos Garis, que reúne centenas de profissionais de limpeza da capital potiguar para o encerramento das festividades. “Todo ano venho para o bloco. É só alegria aqui em bloco dos Garis. E o bloco valoriza a nossa profissão, pois limpamos as ruas da nossa cidade, deixando nosso município limpo para não ter aquelas doenças. Vamos ajudar o gari que ele tem valor", reivindicou o folião Marcondes Silva, 59 anos, gari há 35 anos.


Cláudio Germano de Souza, 41 anos foi outro gari que foi curtir o bloco que homenageia seu trabalho. “Trabalhei esses dias todos e vim aqui no bloco curtir”, disse, ao relatar o merecido momento de folia.


Apesar dos blocos marcarem o encerramento da folia de rua na capital potiguar, na Quarta-feira de Cinzas, a programação oficial segue neste fim de semana. Os desfiles das escolas de samba e das tribos de índios vão ocorrer nessa sexta-feira (24) e sábado (25) no Polo da Ribeira, com os desfiles acontecendo na Avenida Duque de Caxias, a partir das 18h.


Imperatriz Leopoldinense é campeã no Rio

Quebrando um jejum de 22 anos, a Imperatriz Leopoldinense, escola de samba da zona Norte do Rio de Janeiro, sagrou-se a campeã do carnaval carioca em 2023 com a nota 269,8. A diferença para a vice-campeã, Unidos do Viradouro (269,7), foi de apenas um décimo. Na avenida, a escola apresentou o enredo "O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida", do carnavalesco Leandro Vieira, que contava a história de Lampião, rei do cangaço, em uma fantasia envolvendo a tentativa dele de ingressar no inferno e no céu, inspirada nos cordéis nordestinos. A comissão de frente retratou o enredo de forma divertida e delirante e o samba também teve uma boa resposta do público. Na última alegoria, o destaque foi Expedita Ferreira da Silva, filha do cangaceiro e de Maria Bonita. O enredo se baseou na literatura de cordel para mesclar fatos históricos com uma pesquisa iconográfica baseada na estética regional sertaneja. A partir do conteúdo lúdico presente nos cordéis que vislumbravam o destino pós-morte de Lampião, o desfile mergulhou nas múltiplas possibilidades narrativas e visuais características da cultura nordestina e brasilidade. A imagem do cangaceiro esteve presente o tempo todo. Mais de 3 mil componentes desfilaram em 24 alas. A escola levou para Sapucaí um desfile elogiado pela questão estética, com fácil e divertida leitura do enredo e com o samba funcionando muito bem. O último título da Imperatriz no Grupo Especial foi em 2001, com um enredo sobre a cachaça. Verde e Branca de Ramos chegou ao nono título da história apenas um ano depois de regressar ao Grupo Especial — em 2019, foi rebaixada para a Série Ouro, conquistou em 2020 o acesso e reestreou na elite em 2022, quando ficou em 10º lugar. A escola foi a quarta a entrar na avenida na segunda-feira (20), segundo dia de desfiles no Rio. Na quadra da escola, no bairro de Ramos, os integrantes vibraram om a conquista anunciada na tarde dessa quarta-feira (22). No próximo sábado (25), a Imperatriz vai encerrar o desfile das campeãs., que conta ainda com a Vice-campeã Unidos do Viradouro, Unidos de Vila Isabel (3º), Beija-Flor de Nilópolis (4º), Estação Primeira de Mangueira (5º), e Acadêmicos do Grande Rio (6). A ordem do desfile de sábado será inversa à colocação na apuração. O Império Serrano terminou em 12º lugar e foi rebaixado para a Série Ouro.





Com informações da Tribuna do Norte.

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