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Bombeiros dão dicas para evitar queimaduras

Tradicional nos principais eventos, os fogos de artifício são uma atração à parte. São eles, os fogos de artifício, que podem dar brilho e beleza aos festejos, mas também podem também representar um grande perigo para adultos e principalmente crianças, caso não sejam tomados os devidos cuidados na manipulação deste produto.

Bombeiros: fogos devem ser manipulados em ambiente aberto / Adriano Abreu


E para evitar acidentes, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) recomenda à população potiguar que se for adquirir fogos verifique a validade e faça uma boa e atenciosa leitura das informações dos fabricantes dos fogos de artifício sobre procedimentos de segurança contidas na própria embalagem do produto. Observe se a caixa não está úmida ou violada.


Somente de janeiro a maio de 2023, o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, registrou 223 casos de queimaduras térmicas. Um aumento de 38% comparado com o mesmo período de 2022. Os danos e/ou lesões mais comuns e recorrentes quando do uso incorreto são as queimaduras, dilacerações das mãos, amputações de dedos e lesões no globo ocular.


Segundo o subcomandante geral e diretor de operações do CBMRN, coronel Franklin, é de fundamental importância que as pessoas que forem soltar fogos devem estar em um lugar aberto e, evitando ambientes fechados e proximidades das redes de eletricidade. “A distância para explodir os fogos com segurança é em média de 30 a 50 metros de pessoas, edificações, árvores e carros. É preciso ter um cuidado especial com as crianças”, completou.


O número de casos de queimaduras registrados no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) de janeiro a maio de 2023 foi 23% maior do que o mesmo período de 2022, de acordo com levantamento da instituição. Foram 265 entradas este ano, frente aos 215 casos do ano passado. A maioria das emergências são de queimaduras térmicas, causadas pelo calor ou pelo frio, com 223 atendimentos, frente aos 161 registros de 2022. O centro ainda costuma receber uma média de 20 a 30 vítimas de acidentes graves relacionados a tradições do período junino, como queimaduras por fogos e rojões.

Ainda segundo levantamento do CTQ, entre janeiro e maio deste ano, 20 pessoas deram entrada na unidade vítimas de queimaduras elétricas. Nesse caso, o quantitativo se manteve o mesmo com relação ao ano passado. Em relação às queimaduras químicas - provocada pela ação de agentes corrosivos, como ácidos - foram 22 casos em 2023 e 34 ocorrências em 2022.


Já segundo o cirurgião plástico do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) e membro do Comitê de Prevenção da SBQ, Marco Almeida, cerca de 70% dos acidentes de queimaduras acontecem na cozinha. O uso de álcool para cozinhar, frente ao alto preço do gás de cozinha e o livre acesso a outros tipos do produtos devido a pandemia, é um dos vilões e causador de parte das emergências.


Adultos são 60% das vítimas atendidas no centro. As crianças representam 40% dos pacientes, de acordo com o médico. Ele diz que, em sua maioria, acidentes na cozinham vitimam crianças, que sofram acidentes com água ou comida quente durante a preparação dos alimentos.


Em todo o Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, queimaduras por eletricidade foram responsáveis por 46,1% dos óbitos entre os queimados. No período de 2015 a 2020, ocorreram no Brasil cerca de 19,7 mil óbitos por queimaduras, entre os quais a eletricidade foi responsável em 9,1 mil.

Dicas para evitar acidentes Sempre leia e siga as instruções na embalagem; Sempre use fogos em locais abertos; Sempre solte fogos sob a supervisão de adultos e de acordo com a sua idade; Nunca tente reutilizar os fogos que tenham falhado; Nunca atire fogos na direção de outras pessoas; Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos.



Com informações da Tribuna do Norte.

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