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Centro de Valorização da Vida de Natal precisa de voluntários; RN recebeu 7.134 ligações em setembro


Empatia e solidariedade são as palavras utilizadas por Tiago Martins, de 29 anos, para descrever o trabalho do Centro de Valorização da Vida (CVV), no bairro Cidade Alta, em Natal. Atualmente, a instituição contempla 40 voluntários e precisa de 14 novos membros para atender as demandas da madrugada. Apenas no Rio Grande do Norte, 7.134 ligações foram recebidas em setembro deste ano. No Brasil, esse total salta para 327.369. Os dados são do último relatório trimestral das atividades nacionais do CVV.


Equipe do CVV Natal celebrando os 40 anos do espaço


Na trajetória de Tiago, o voluntariado teve início em 2015, quando o sentimento de doar-se para o outro lhe impulsionou a pesquisar sobre o trabalho nacional dos CVV’s. Sem pensar duas vezes, fez a inscrição, passou pelo curso preparatório e iniciou o trabalho na unidade de Natal. “O foco principal é o combate ao suicídio, mas estamos ali para tudo”, pontua o voluntário, uma vez que emoções como raiva, angústia e até mesmo alegria costumam perpassar os relatos dos atendimentos.


Ela adverte, ainda, que o exercício exige cuidado e dedicação. “Não é simplesmente chegar e ouvir, existe uma preparação para saber ouvir. A gente escuta as pessoas, mas é necessário ter uma orientação para saber como vamos lidar”, esclarece. Para isso, todos os candidatos ao voluntariado, independente da unidade CVV, participam de um curso com 10 encontros com o objetivo de compreender a jornada de trabalho dos Centros.


Ao final do curso, explica Tiago, cada pessoa realiza uma autoavaliação, além de ser avaliado por uma comissão para saber se está apto ou não a integrar a equipe. A seleção costuma ocorrer pelo menos duas vezes ao ano, mas a demanda é sempre crescente. No horário da madrugada, sobretudo, o voluntário destaca que muitas pessoas sentem angústia e necessidade de conversar. Apesar disso, pela falta de membros disponíveis, o CVV Cidade Alta realiza atendimentos apenas durante o dia.


Na ótica de Tiago Martins, ainda que as demais atividades do cotidiano sejam diversas, a chance de ajudar o próximo é o combustível para seguir no voluntariado. “Quando a gente tem essa possibilidade, é muito importante, é muito válido. É um trabalho muito engrandecedor”, compartilha.


Saiba como se voluntariar


A jornada de trabalho são 4h30 e apenas uma vez na semana. Os atendimentos acontecem diariamente pelo telefone 188 com o propósito de ouvir pessoas que precisam de apoio emocional e atuar na prevenção do suicídio. Os interessados em se tornar voluntários do CVV Cidade Alta podem entrar em contato com o e-mail natal@cvv.org.br e consultar o site nacional do CVV.





Por Tribuna do Norte



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