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Comércio espera alta de vendas de até 60% com a Black Friday


Algumas lojas ofertarão descontos de até 70%, mas a maioria deve reduzir preços entre 20% e 50% - Foto: Alex Régis


A chegada da Black Friday, última sexta-feira de novembro que oferece uma série de descontos aos consumidores, está com alta expectativa entre lojistas natalenses. Entre promoções e descontos progressivos, comerciantes têm se desdobrado em estratégias para aumentar o número de vendas nesta sexta-feira (24). Alguns lojistas esperam de 20 a 60% de crescimento de vendas em relação ao ano passado.

No Alecrim, por exemplo, alguns lojistas têm apostado em faixas, promoções progressivas e roletas da sorte para ganhar desconto. É o caso de uma loja de joias localizada no Shopping 10, gerenciada pela potiguar Jussiene Silva. Em sua loja, o cliente gira a roleta antes mesmo de fazer a compra e pode ganhar até 50% de desconto.

“Temos várias estratégias, uma delas é a roleta digital, com o cliente chegando na loja e já podendo girar a roleta, ganhando de 20 a 40% de desconto em qualquer loja. Não há nenhum custo, apenas seguir nossa loja nas redes sociais. Estamos com outra campanha para aneis de formatura com 50% de desconto”, disse. Ela explica ainda que implementou outras ações em sua loja recentemente para atrair clientes, como entrega grátis para Natal, vendas virtuais e até buscar compradores em casa.

Mesmo entendimento tem a lojista Dahane Nascimento, 26 anos, vendedora líder de uma loja de produtos geek e gamer num shopping de Natal. As expectativas estão altas e os descontos chegam a 50%. “Para esse ano apostamos em tudo, que sejam os melhores dias em relação a venda e fluxo. A nossa perspectiva é que as pessoas estão aguardando a Black e esperamos que seja bombástica. Estamos dando descontos de até 50% e esperamos crescer em relação ao ano passado”, disse.

Segundo o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba), Matheus Feitosa, a expectativa é de aumento de vendas para este ano na faixa de 5%. O lojista diz ainda que os vendedores promoveram pré-campanhas e pré-ofertas para aquecer o comércio nas últimas semanas, além de capacitações e cursos para os vendedores.

“Temos uma vantagem porque o cliente pode presencialmente conferir suas promoções e comprovar que no Alecrim não existe “Black Fraude”. Essa é uma vantagem que temos em relação às vendas na internet. O cliente pode conferir, ter um atendimento humanizado e com mais detalhes do produto, vendo suas características e buscando informações”, disse.

Para o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), Bruno Félix de Araújo, clientes e lojistas precisam estarem atentos para que ambos saiam ganhando na Black Friday.

“A loja que quer vender de verdade não pode fazer o cliente de besta, porque ele hoje é esclarecido, ele sabe o preço do produto. Ele pesquisa antes. A loja não pode, na semana da Black Friday, aumentar o valor e aplicar o desconto. Não adianta querer enganar. É importante que o consumidor, se não teve tempo de pesquisar, ele faça essa busca e veja o real desconto que ele terá naquele produto”, aponta.

“Outro cuidado é não acreditar em determinados preços muito abaixo do valor real do produto porque pode ser que aquele site esteja envolvendo fraude. É muito comum nesse período de promoções esse tipo de coisa. O consumidor que tenha essa ganância achando que está comprando a preço de banana pode estar caindo em algum golpe”, acrescenta.


Procon Natal orienta consumidores

O Procon Natal emitiu um comunicado oficial alertando o consumidor sobre possíveis falsas promoções e fraudes neste período que antecede a data da Black Friday. As compras atualmente continuam em sua maioria, direcionadas para o comércio eletrônico, que abrangem tanto as lojas físicas como os negócios online.

Entre as situações mais comuns que geram queixas do consumidor é a mudança dos preços, quando o estabelecimento aumenta o valor de um produto na véspera para depois oferecer o desconto. Essa prática, segundo o Procon, é considerada publicidade enganosa de acordo com o Art. 37º parágrafo 1º e 2º da lei 8.078/1990 (CDC). Nesse caso o estabelecimento pode ser penalizado, mas para isso é necessário uma comparação de preços com antecedência. Portanto, é importante observar o preço praticado pela loja no decorrer do ano de 2023 ou meses que antecederam o mês da Black Friday.

Para todo tipo de suspeita, o Procon alerta: “A dica é sempre guardar anúncios, e-mails com a confirmação da operação, recibos e contratos, além de imprimir, ou salvar, as telas com as ofertas e confirmações e transações financeiras realizadas”, diz o diretor técnico do Procon Natal, Diogo Capuxú.

O consumidor também deve ficar atento às falsas compras, pois neste período os hackers se aproveitam do momento para tentar fazer vítimas. Os golpes mais comuns são os phishing, ou seja, o envio de links maliciosos em que páginas falsas se passam por sites de venda online com valores e produtos muito abaixo do mercado, como o objetivo de roubar dados do cartão de crédito. “Desconfie de preços muito abaixo, são indícios de fraude”, comenta o diretor do Procon.



Tribuna do Norte.

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