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Começa vacinação bivalente para grupos prioritários em Natal

A vacina bivalente contra a covid-19 chega como um imunizante responsável por encerrar o ciclo vacinal no combate à doença. Com a aplicação das doses iniciada em todo o Brasil nessa segunda-feira (27), o primeiro lote é destinado a um público prioritário definido pelas secretarias municipais de saúde de cada cidade. Em Natal, por exemplo, cerca de 7,5 mil doses foram recebidas pelo município para dar início à utilização do novo imunizante. A procura pela vacinação começou baixa no início do dia à medida em que as pessoas aptas a receber as doses iam se informando sobre a novidade.



Sem atender prazo de quatro meses desde a última dose, Jaime Roberto, não tomou a bivalente / Matteus Fernandes


Pessoas a partir de 70 anos de idade, internos de Instituições de Longa Permanência (ILPs), Residência Inclusiva (RI), trabalhadores destas instituições e imunossuprimidos a partir de 12 anos podem receber o imunizante. Ao mesmo tempo, eles precisam ter concluído no mínimo o esquema básico de vacinação, composto pela primeira e segunda doses (D1 e D2), e que a última vacina tenha sido tomada a um prazo mínimo de quatro meses.


O aposentado Jaime Roberto do Nascimento, 71 anos já tomou as primeiras doses e os reforços de vacinação, mas como a última delas aconteceu em dezembro, para atender o prazo de quatro meses, ele precisa esperar até abril para receber a bivalente. "Vim porque eu quero viver mais uns dias. Primeiramente, quem sabe é Deus, mas é bom a gente fazer a nossa parte e tomar a vacina porque ela nos protege", afirmou.


Ele nunca contraiu o vírus da covid-19, mas recorda dos amigos e pessoas próximas que perdeu e, por isso, reforça os cuidados, garantindo que em abril retornará à UBS Brasília Teimosa, na zona Leste, para tomar a dose da bivalente.


O termo “Bivalente” está relacionado ao poder de proteção contra duas cepas no mesmo imunizante. A vacina, produzida pela Pfizer, age contra o coronavírus primário e a cepa correspondente à variante da Ômicron. "O objetivo dessa vacina é encerrar o esquema ou o combate dessa operação contra o covid-19, que se iniciou em 2020", disse a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Natal, Vaneska Gadelha. “Encerrar ciclo é entender que, desde que todo mundo tome a bivalente, ela para de ter a necessidade de vários reforços e lembranças imunológicas recorrentes", finaliza.


Gadelha também vislumbrou a possibilidade de a vacina contra a covid-19 entrar no calendário anual de vacinação, como acontece com o imunizante da Influenza (Gripe). Para quem completou o esquema vacinal básico, com pelo menos uma dose de reforço, a diretora orienta que seja seguida a recomendação nacional e ela já receba a vacina bivalente.


"A recomendação do Ministério da Saúde é que, como a bivalente chega como um encerrador de esquema, então aquela pessoa que tomou o esquema primário já pode tomar a bivalente. Por exemplo, aquela pessoa com 70 anos ou mais, que tomou só tomou D1 e D2 e não tomou nenhum reforço, toma agora a bivalente", explica.


Outro ponto que ela reforça é que o público que ainda não está apto para tomar a bivalente, mas que pode receber as outras doses do imunizante, assim o faça. "As monovalentes ainda são vacinas atuais e efetiva no combate à covid-19. Então, se eu sou uma pessoa de 60 anos ou mais e não tenho prazo para tomar a bivalente, mas já posso receber a minha D4, eu faço o uso da minha D4 monovalente. Porque é importante proteger aquelas pessoas que estão dentro de uma escala de risco. Aí se aguarda os quatro meses e toma a bivalente normal", exemplifica.


Panorama


O panorama da covid-19 em Natal é "super simpático", segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Natal, Vaneska Gadelha. Ela diz que menos de 20% das internações por síndromes respiratórias na cidade é relacionado à doença, resultado da adesão das pessoas à vacinação. "Dentro do estudo epidemiológico que a gente faz, acompanhando o adoecimento e internações da população, que em todas as ondas quem se internou mais foi quem não tinha suas doses atualizadas”, explica.


Nesse caso, 95% dessas pessoas eram aquelas que tinham fragilidades em seu esquema vacinal, segundo a diretora. “'Ah, mas eu vou tomar a vacina e não vou adoecer?'. Você pode até adoecer, mas você não desenvolve a forma grave e é isso que a gente pretende", afirma Vaneska.


Na capital potiguar, os locais para a aplicação de doses da vacina bivalente estão distribuídos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda-feira a sexta-feira, no horário das 8h às 12h e das 13h às 15h. Também há os pontos, que funcionam no Midway Mall, Via Direta e Partage Norte Shopping, de segunda-feira a sábado, no horário das 14h às 20h.



Com informações da Tribuna do Norte.

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