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Dólar abre em baixa e investidor fica na expectativa de falas de Tebet e do Fed

Já num nível mais alto desde de julho de 2022 e tendo fechado na quarta-feira, 4, a R$ 5,4524 no segmento à vista, o dólar abriu em baixa nesta quinta-feira, 5, mas o investidores ficam à espera dos acontecimentos em Brasília, como as falas de Simone Tebet, que toma posse como ministra do Planejamento, e nos Estados Unidos, das declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) que participam de eventos públicos.

Dólar encerrou a sessão de ontem em queda cotado a R$ 5,3451, tendo descido até R$ 5,3310 na mínima / MARCELO CASAL JR


Localmente, pesa positivamente o ajuste nos discursos do novo governo nesta quarta e a perspectiva para a primeira reunião ministerial marcada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para amanhã, para qual é esperado um alinhamento das proposições


Às 9h04 desta quinta, o dólar à vista tinha queda de 0,79%, a R$ 5,4086, na mínima, e no futuro com vencimento em fevereiro caía 0,48%, a R$ 5,43530.


"Os recuos de vários políticos importantes ontem interromperam uma espiral negativa, levando ao início de uma recuperação dos ativos locais. Apesar de instável, essa dinâmica deve seguir hoje, com ressalvas no Ibovespa, que deve sentir a dinâmica mais negativa das commodities", avaliam analistas da Nova Futura Investimentos.

No exterior, o dólar mostra certa reação depois de dois dias enfraquecido e, às 9h04, o índice DXY, que mede a variação da divisa frente a seis moedas fortes, avançava 0,03%, a 104,283 pontos. Análise do CME Group mostra que as chances de elevação nos juros ao final de 2023 passaram de 59,6% para 63,1%. Para a próxima reunião, em março, a visão por uma alta de juros de 50 pontos base passou de 59,5% para 61,4% após a publicação da ata. Já o petróleo subia mais de 2% no horário acima, após queda de quase 10% em apenas dois dias.


O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, faz discurso de abertura da Conferência de Mercados Financeiros e Instituições (10h20). Às 14h20, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, discursa. Isso porque o banco central norte-americano segue sinalizando que pretende continuar elevando juros este ano para combater pressões inflacionárias.


Na agenda dos Estados Unidos, ainda, o relatório sobre criação de empregos no setor privado de dezembro da ADP, às 10h15. Na quarta-feira, o relatório Jolts mostrou que abertura de postos de trabalho nos EUA caiu de 10,512 milhões em outubro a 10,458 milhões em novembro. Dados sobre a economia também serão observados no PMI composto de dezembro (final) da S&P Global, que será informado às 11h45.


Estadão Conteúdo

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