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Defesa Civil passa a enviar alertas de desastres pelo WhatsApp; saiba como receber

A Defesa Civil passou a compartilhar alertas de desastres naturais para a população diretamente da sua conta oficial no WhatsApp, desde o último sábado (12). A iniciativa é pioneira no mundo e pode alcançar mais de 120 milhões de celulares que têm o aplicativo instalado no Brasil.


Foto: Divulgação


O envio das mensagens poderá ser realizado pelas defesas civis estaduais e municipais de todo o País por meio da plataforma Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), gerida pela Defesa Civil Nacional. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o WhatsApp, plataforma de mensageria privada que pertence à Meta, e a Robbu, empresa especializada em soluções de automação de comunicações.

“Poder utilizar o aplicativo de WhatsApp para enviar alertas de riscos de desastres sempre foi um grande sonho pelo alcance e rapidez que ele tem de fazer com que as mensagens cheguem ao cidadão. Toda essa estrutura, viabilizada em conjunto com a Robbu, possibilitará que os órgãos de defesa civil locais encaminhem alertas para que, por meio das ações de autoproteção, vidas sejam salvas”, destacou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas.


E continuou: “É um serviço pioneiro no mundo, que terá início no período que antecede a chegada de chuvas no Sudeste, local mais afetado pelo evento no País. Poderemos alertar melhor a população. Com certeza, trará resultados muito positivos”, complementou.

A população brasileira já tem a opção de receber alertas de desastres por outros meios, incluindo SMS, Telegram, TV por assinatura e, também, pelo Google.


Saiba como receber as mensagens

Para ter acesso ao serviço, é necessário se cadastrar pelo telefone (61) 2034-4611 ou pelo link https://wa.me/556120344611, e, em seguida, interagir com o chatbot (robô de atendimento), enviando um simples "Oi". Após essa primeira interação, o usuário poderá compartilhar sua localização atual ou escolher qualquer outra do seu interesse e, dessa forma, receber as mensagens que serão encaminhadas pelos órgãos de defesa civil locais.

Após o envio de qualquer mensagem pelo usuário, o robô encaminhará a pergunta se a pessoa deseja receber os alertas da Defesa Civil. Se sim, será disponibilizado no chatbot os termos de uso e política de privacidade, que regulamentam o projeto, e o pedido para o aceite do usuário.

Na sequência, será solicitado ao usuário que envie a localização que deseja receber os alertas. Podem ser cadastradas várias localizações diferentes, pensando nos lugares que frequenta, que deseja monitorar ou mesmo se for fazer alguma viagem.


São três diferentes possibilidades para o cadastro das localizações: a pessoa pode compartilhar a localização na mensagem (toque em Anexar > Localização); digitar o CEP e clicar em enviar ou, simplesmente, digitar o nome do município e enviar. Essas áreas de interesse podem ser editadas a qualquer momento.


Para aumentar o alcance da nova ferramenta, toda a base de cadastro da Defesa Civil para envio dos alertas por SMS - estimada em 10 milhões de usuários - vai receber uma mensagem com o convite para o cadastro para receber, também, pelo aplicativo. É uma campanha inicial para trazer usuários para essa nova ferramenta.


Estados e municípios aptos a encaminhar os alertas

O envio de alertas por WhatsApp é realizado por meio da Plataforma Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), mantida e gerida pela Defesa Civil Nacional.

Os órgãos estaduais e municipais que quiserem fazer o encaminhamento de alertas por meio do aplicativo devem realizar seu cadastro na plataforma Idap. Atualmente, todos os órgãos estaduais brasileiros estão cadastrados, além de 148 municípios.

Como todos os estados estão cadastrados na plataforma, os usuários do WhatsApp de todo o território nacional estão aptos a receber os alertas, mas é fundamental que os municípios também se cadastrem para que possam realizar a comunicação de forma mais direta com os moradores.

O cadastro é simples: o responsável pelo órgão estadual ou municipal precisa criar login e senha (caso ainda não possua) e preencher um formulário com informações sobre o município e seus contatos. É necessário, também, inserir um ofício assinado por uma autoridade do município indicando aquela pessoa para operar a plataforma de envio de alertas. O importante é que o órgão em questão tenha capacidade técnica e operacional para a atividade.

Nas próximas semanas, a Defesa Civil Nacional e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) disponibilizarão um curso on-line sobre a utilização da ferramenta, que já estará no ar.


Fluxo do envio dos alertas


Os órgãos de monitoramento (Cemaden, Inmet e CPRM) encaminham os alertas diários ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), que, por sua vez, realiza a rápida análise e os repassa imediatamente aos órgãos estaduais e municipais envolvidos.


Esse repasse é feito por e-mail, SMS, WhatsApp e, quando se trata de alertas mais críticos, por telefone diretamente aos responsáveis.

A partir daí, o órgão local toma a decisão de fazer o alerta à população pelas ferramentas e meios que julgar necessário. Vale ressaltar que as mensagens poderão continuar sendo enviadas pelas ferramentas que já eram disponibilizadas até agora.


Tecnologia


O envio dos alertas é realizado pela Plataforma Idap, a mesma utilizada desde 2017 para o envio das mensagens das defesas civis por SMS, TV por assinatura, pelo Google e pelo Telegram.

Para que a população utilize a ferramenta, foi firmada uma parceria com a Meta, que oferece a gratuidade do serviço de envio de notificações. Para o desenvolvimento do chatbot, foi firmada uma colaboração com a Robbu, empresa licenciada pelo WhatsApp no Brasil, que tem ampla expertise em desenvolvimento de chatbot.

Já a tecnologia que realiza o processamento das regiões, do envio dos alertas, qual população vai receber a informação, é do MDR.

A ferramenta de chatbot tem análise de inteligência para identificar alguns termos que podem ser encaminhados pelo usuário durante a interação. Se o usuário digitar, por exemplo, a palavra “desastre”, o robô vai entrar no guia de recomendações e encaminhá-lo na mensagem. Mensagens fora do padrão direcionarão o usuário para o menu inicial.


Atualmente, apenas pessoas cadastradas, ou seja, com usuário e senha, acessam a plataforma Idap. Além disso, o MDR tem, por padrão, trabalhar com regras de segurança e de tecnologia da informação. São regras aplicadas pelos órgãos de governo para impedir que o banco de dados seja acessado.




Por Tribuna do Norte

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