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Direita vence eleições na Itália com cerca de 41% dos votos, segundo projeção


Foto - EFE/EPA/ETTORE FERRARI


A coalizão de direita formada pelos partidos Irmãos de Itália (FdI), Liga e Força Itália (FI) venceu as eleições gerais italianas, realizadas neste domingo, 25, com cerca de 41% dos votos, de acordo com a primeira projeção divulgada pela rede de televisão pública “RAI”. Liderado por Giorgia Meloni, que pode se tornar a primeira mulher a governar a Itália, o FdL será o partido com mais votos (24,6%), de acordo com as projeções, baseadas em 10% dos votos apurados após o fechamento das seções eleitorais. Em relação a outras legendas da coalizão, a projeção da RAI mostra a Liga com 8,5% dos votos, e o Força Itália com 8%. Já o Partido Democrático (PD), de Enrico Letta, ficaria com 19,4%, abaixo dos 20% esperados, e o Movimento 5 Estrelas (M5S) se tornaria o terceiro maior partido no Parlamento, com 16,5%.


O comparecimento de eleitores às urnas no pleito realizado neste domingo na Itália ficou em 63,91% do total apto a votar, o pior percentual de uma eleição geral na história do país, de acordo com dados parciais divulgados pelo Ministério do Interior. Para efeito de comparação, no pleito anterior, em 2018, 72,94% dos eleitores participaram, ainda segundo a pasta. De acordo com análises iniciais, a afluência às urnas diminuiu em todo o país, mas especialmente no sul, confirmando as pesquisas que previam uma taxa de abstenção em torno de 35%. As regiões onde a participação popular caiu menos do que nas últimas eleições foram Sicília (menos de 5% e onde também houve eleição para a chefia do governo regional), Emília-Romanha e Lombardia (menos de 7%). A região onde houve a maior queda foi a da Campania (cerca de 16%). Para alguns analistas, a queda na participação eleitoral no sul reflete um distanciamento da política, mas também pode ser condicionada pelo mau tempo: houve fortes chuvas naquela parte do país ao longo do dia. Cerca de 51 milhões de italianos estavam convocados para ir às urnas neste domingo. O país elegeu 600 parlamentares (400 deputados e 200 senadores), uma redução significativa em relação aos atuais 945 (630 e 315 respectivamente) adotados em uma reforma aprovada em um referendo.


*Com informações da EFE

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