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Em Natal, Defesa Civil acompanha 3 áreas com risco de deslizamento

Com a chegada do período chuvoso na capital, a Defesa Civil de Natal acompanha três áreas na capital com risco de deslizamento: Jacó, Mãe Luiza e Passo da Pátria. O acompanhamento é feito com base nos alertas de monitoramento climático emitidos pelos órgãos nacionais, níveis de precipitação, quantidade de ocorrências nos locais e evolução dos sinais de risco nas áreas já monitoradas, segundo a diretora da Defesa Civil do Município, Fernanda Jucá.



Jápida Santana mora na Comunidade do Jacó desde criança e tem medo de deslizamentos / Alex Régis


“Em caso de desastres, o gabinete de crise e o Plano de Contingência são acionados e as ações são tomadas conforme evolução dos acontecimentos”, explica Jucá. O acompanhamento serve, segundo ela, para buscar se antecipar a sinistros, como ocorreu na comunidade do Jacó e em Mãe Luiza, em 2014, onde houve desabamentos, situação que assusta moradores até hoje. A autônoma Jápida Santana, de 43 anos, mora na Comunidade do Jacó desde criança.


A vista que se tem da casa onde ela vive está entre as mais bonitas da cidade: a da Ponte Newton Navarro. A beleza da qual se desfruta ali, no entanto, camufla uma realidade que assombra a mulher. "Quando chove, não durmo de noite", diz. A residência dela está localizada às margens de uma encosta. Ao lado da moradia, na rua Desembargador Lins Bahia, outras 10 residências, aproximadamente, estão interditadas há quase 10 anos, após o desabamento de um muro de contenção que estava sendo construído nas proximidades para conter a areia da encosta e evitar deslizamentos.

Parte do muro ruiu em 2014; a outra parte, caiu em 2016. Jápida Santana disse que mora na casa atual há apenas três anos, mas se diz temerosa. “Fui criada aqui, mas em outra parte. Eu até me sentia mais segura. Agora, acho perigoso, porque tudo isso aqui é 'barreira'”, relata. A opção por se instalar na residência se deu em razão das condições financeiras da autônoma.

“O aluguel é R$ 550. Tenho vontade de me mudar, mas em outros bairros é mais caro”, conta. “As casas onde meus parentes moram são todas pequenas e estão aqui no Jacó. Se acontecer algo, não nem para onde ir”, afirma. O pizzaiolo Jackson Felipe, de 32 anos, vive na comunidade desde que nasceu.

Ao contrário de Jápida, ele diz não ter receio algum de viver na região. “Nasci na comunidade e, antes disso, meu pais e avós já moravam no Jacó havia mais ou menos 30 anos. Nada nunca aconteceu”, comenta. O aposentado Marcos Costa, de 67 anos, mora no pé da encosta há duas décadas. Ele afirma que não enxerga motivos para apreensão em viver ali. “Não tenho medo, nem quando chove. É um lugar muito bom de morar”, descreve.


Com informações da Tribuna do Norte.

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