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Estátua de Iemanjá recebe câmera de monitoramento para evitar atos de vandalismo

Estátua de Iemanjá, localizada na Praia do Meio, recebeu uma câmera de monitoramento pela Guarda Municipal nesta sexta-feira (11), com o objetivo de evitar atos de vandalismo e depredação contra o patrimônio público.


Foto: Reprodução/Semdes


Operadores da Guarda Municipal que atendem no Centro Integrado de Operadores de Segurança Pública (Ciosp) receberam treinamento no início desse mês, para que pudessem colocar o sistema em operação.

Recentemente, a estátua foi restaurada após ter o rosto, as mãos, pescoço e colo pintados de preto. O ato de vandalismo aconteceu em fevereiro deste ano.


Existe um histórico de atos de vandalismo contra a estátua: A estátua anterior, construída em 1999 pelo escultor potiguar Etewaldo Santiago (já falecido), também sofreu vários ataques. Alguns marcaram a história daquele espaço de oração à orixá.

Em 2012, na véspera do Dia de Iemanjá, 2 de fevereiro, a escultura teve as duas mãos arrancadas. Em março de 2014, arrancaram-lhe o braço esquerdo. Já no dia da orixá, em 2015, danificaram a estátua no pescoço e parte do busto. A Polícia não definiu se esse ataque foi a tiros ou pedradas.


Em junho de 2018, os vândalos arrancaram mais uma vez o braço direito. Em 2019 a Secretaria de Cultura de Natal (Funcarte) decidiu remover a estátua do local e substituir pela atual que foi inaugurada no dia da deusa, em 2020.

A confecção da nova estátua ficou a cargo de Emanoel Câmara, e foi feita com pedra calcária, pesando quase quatro toneladas e tendo 3,5 metros de altura. Assim como a estátua anterior, feita por Etewaldo, a nova representava Iemanjá como uma mulher branca.

Os atos de vandalismo levantam um debate em torno da cor de Iemanjá, que é representada com uma mulher branca na estátua, o que gera questionamentos a respeito da herança africana da entidade, e se ela está ou não sendo apagada.

Sobre o assunto, o escultor relatou em entrevista a TRIBUNA DO NORTE, em março desse ano, que tanto ele quanto o Secretário de Cultura participaram de reuniões com a promotora responsável pelo caso, e que "Falaram de cor e foi confirmado branco, uma cor de pele bronzeada. Os representantes religiosos que fizeram frente nesse projeto também falaram branco. Eu simpatizo muito com o preto, mas foi decidido que vai ser branco na restauração”.




Por Tribuna do Norte



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