top of page

Indústria do RN cresce 16,5% em junho e registra maior alta no País

A indústria no Rio Grande do Norte cresceu 16,5% em junho deste ano, bem acima da média nacional (0,3%). O resultado positivo foi o quinto consecutivo neste ano, no comparativo com o desempenho em igual período de 2022. Regionalmente, além do RN, mais oito dos 18 locais pesquisados tiveram resultado positivo. As maiores altas registradas em outros estados foram no Espírito Santo (11,8%), Rio de Janeiro (11,7%) e Mato Grosso (10,5%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM - PF), divulgada nesta quarta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



No Rio Grande do Norte, a indústria de alimentos cresceu 12,4% no comparativo entre junho deste ano e junho do ano passado / Divulgação/CNI


Os resultados da indústria geral do RN foram puxados pela indústria de transformação, que teve alta de 34,5% se comparada a junho de 2022. No comparativo com outras unidades da federação estudadas na pesquisa, assim como nos resultados da indústria geral, o RN também aparece com a maior alta do país no resultado isolado da seção industrial de “Transformação”, seguido de Mato Grosso (10,5%) e Amazonas (6,7%).


O avanço acentuado observado no Rio Grande do Norte, segundo analistas do IBGE, pode ser explicado principalmente pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel) que teve sua terceira alta consecutiva (mês/mesmo mês do ano anterior) ficando em 44,1% de variação positiva, bem acima da média nacional que foi de 4,3%. Os estados que mais se aproximaram do RN na variação positiva mais acentuada foram Rio de Janeiro (24,6%) e Pernambuco (16,4%).

As outras duas atividades da indústria de transformação pesquisadas no estado também tiveram destaques nacionais. Em “Fabricação de Produtos Alimentícios” o estado teve a terceira maior alta do país com 12,4%, atrás apenas de Mato Grosso (15,9%) e Bahia (22,3%). Vale ressalta que desde que o RN entrou na investigação da pesquisa, esta atividade nunca apresentou queda. Já em “Confecção de artigos de vestuários e acessórios” o estado se recuperou de dois meses em queda e teve a segunda maior variação positiva do Brasil se comparada ao mesmo mês do ano anterior, com 3,8%, abaixo apenas de Goiás que teve alta de 15,2%. A média nacional para a mesma variável foi de – 4,6% e a regional foi de –15,9% para a região Nordeste.

Já na seção industrial “extrativa”, o RN aparece como o estado que teve a maior queda (-59,3%) junto aos estados de Goiás (-10%), Bahia (-7,7%) e São Paulo (-7,3%).


Acumulado do ano

Dos 18 locais pesquisados no índice, o Rio Grande do Norte apareceu na quinta posição entre os estados com a maior variação positiva acumulada no ano na indústria geral (3,8%). Os destaques permanecem sendo o Amazonas (9,8%), Minas Gerais (5,9%), Pará (5,5%) e Rio de Janeiro (4,3%). Ceará (6,2%) e Rio Grande do Sul (-6,0%) estão entre as maiores quedas no índice.

As atividades “Fabricação de Produtos Alimentícios” e “Confecção de artigos de vestuários e acessórios” tiveram alta no acumulado do ano de 22,3% e 8,6%, respectivamente. Estes resultados levaram o Rio Grande do Norte a primeira posição no país de maior alta acumulada, em ambas as atividades. Na indústria alimentícia, depois do Rio Grande do Norte se destacam Maranhão (14,1%), Bahia (11,2%), Paraná (8,7%) e Mato Grosso (8,0%). Na atividade de “Confecção de artigos de vestuários e acessórios”, o RN segue como o único estado a ter variação acumulada positiva.

Já na atividade de “Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis”, o estado sai de uma série de quedas, acumulando alta de 4,5% em junho de 2023, se comparado ao mesmo período do ano passado.


A PIM-PF é um tipo de pesquisa de empresas cuja população-alvo são as unidades locais das empresas inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) que tenham pelo menos um empregado e estejam envolvidas em atividades relacionadas às indústrias extrativas ou de transformação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas. O RN foi incluído na PIM-PF no início de 2023 e, por enquanto, não estão disponíveis dados com ajuste sazonal e da variação nos últimos 12 meses.


Síntese

Rio Grande do Norte – PIM/PF/IBGE (junho de 2023)

Variação por setor da indústria (mês/mesmo mês do ano anterior) Indústria Geral: 16,5% Indústria Extrativistas: -59,3% Indústria de Transformação: 34,5% Variação acumulada no ano (em relação ao mesmo período do ano anterior) Indústria Geral: 3,8% Indústria Extrativistas: -10,8% Indústria de Transformação: 7,9% Atividades (Variação mês/mesmo mês do ano anterior) Fabricação de Produtos Alimentícios: 12,4% Confecção de artigos do vestuário e acessórios: 3,8% Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 44,1% Variação acumulada no ano (ante mesmo período do ano anterior) Fabricação de Produtos Alimentícios: 22,3% Confecção de artigos do vestuário e acessórios: 8,6% Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 4,5%




Com informações da Tribuna do Norte

12 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page