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Litro da gasolina em Natal aumenta, em média, 1,58%

O novo aumento da gasolina de 7,5% nas refinarias anunciado pela Petrobras passou a valer nesta quarta-feira (25). Logo pela manhã, já era possível notar a diferença em alguns postos de Natal, principalmente na zona Sul. Em Ponta Negra, o valor da gasolina comum chegou a R$ 5,15, e da aditivada a R$ 5,35, verificando-se um aumento de 1,58% e 1,51%, respectivamente. Antes do reajuste anunciado pela Petrobras, os preços eram R$ 5,07 para a gasolina comum e R$ 5,27 para a aditivada. Em outros postos da zona Norte, o valor não chegou a ter alteração. O menor preço encontrado na capital potiguar foi de R$ 4,80.


Preço nas bombas aumentou, ontem, dia em que entrou em vigor os novos valores nas refinarias / Magnus Nascimento


Um dos motoristas que aguardava para abastecer já com o novo valor comentou que o aumento faz diferença no final do mês e influencia no seu trabalho com aluguel de carros. “Com certeza, principalmente para nós que trabalhamos com locadoras. Isso muda totalmente, inclusive quem vai locar pensa duas vezes se vai alugar um carro ou não por conta do preço do combustível”, comenta o gerente comercial, Lucas Barros, 37. “Quanto é a diária de uma carro? É R$ 100. Quanto eu vou gastar de combustível? Mais R$ 300. Então é melhor andar de Uber”, complementa.


Para quem é motorista de aplicativo e precisa abastecer grandes valores com certa frequência, como Jackson Dantas, 64, o aumento se mostra significativo. “Acrescenta. Os pequenos centavos, a pessoa não sente no bolso na hora, mas no acumulo, quando chega no final do dia, a pessoa vê que dá diferença”, disse. Além disso, ele comenta que costuma abastecer cerca de R$ 600 reais por semana para cumprir a quantidade de viagens durante o dia e agora o valor pode ser maior.


Próximo ao Carrefour, ao lado do Partage Shopping, dezenas de carros fizeram fila para aproveitar as ultimas horas antes do preço subir. Por lá, o valor registrado na manhã da quarta era de R$ 4,89 na gasolina comum, um dos mais baratos da zona Norte de Natal, segundo motoristas. O taxista Carlos Antônio, 55, foi um dos que aproveitou para abastecer antes do aumento. “Fui ali e já aproveitei para colocar uma gasolina”, diz.


De acordo com ele, que dirige com frequência, o aumento mesmo que seja de centavos representa uma diferença significativa, embora o cenário já tenha estado pior, quando em 2022 chegou no valor recorde de R$ 7,39. “Faz diferença e a gente já esteve pior. Vamos ver como vai ficar com o novo governo. Agora vou aproveitar esse valor porque não sei como é que vai ficar mais”, finaliza.


No bairro das Rocas também foi possível encontrar um dos menores preços, sendo R$ 4,97. No Brasil, o preço médio do combustível era de R$ 4,98 antes do aumento, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e apresentava queda pela segunda semana consecutiva. A estatal estava há cerca de 50 dias sem alterar o preço da gasolina.


“Esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado”, disse em nota. Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba.


Número

R$ 4,80 - foi o menor valor encontrado pela reportagem da TN, em postos da zona Norte da capital na manhã de ontem

Sindipostos: ‘Preço da Petrobras não é único balizador’


O preço da gasolina não está atrelado apenas a Petrobras, afirma o presidente do Sindipostos, Maxwell Flor. De acordo com ele, não é mais possível definir impactos e se basear no aumento ou diminuição do combustível apenas através dos preços anunciados pela estatal. “Esse anuncio da Petrobras deixou de ser o principal balizador que se tinha no mercado como era antigamente”, afirma. “O proposto é apenas um indicador e deixa de ser determinante, o único fator que vai justificar um reajuste de preço”, completa. De acordo com ele, é necessário levar em consideração outros fornecedores, como as refinarias privadas que costumam praticar preços individuais. Ao todo, são nove refinarias de controle privado no País, incluindo a de Mataripe, na Bahia. Ainda segundo Maxwell, a variedade faz com que donos de postos tenham mais opções na compra da gasolina, seja ele mais caro ou mais barato. “Hoje, a Petrobras deixou de ser o monopolista do fornecimento de combustível. Além da Petrobras, nós temos as refinarias privadas que fornecem gasolina para as distribuidoras e temos um grande volume de combustível importado”, comenta. Contudo, comenta que parte dos compradores adquire o produto de outras refinarias pois a estatal não supre a demanda. “Eles dão preferência a Petrobras que geralmente pratica preços mais baratos. O problema é que a Petrobras não dá conta de fornecer para o Brasil todo e aí acabam tendo que compor o preço com produtos que eles compram das refinarias”, relata. Por fim, comenta sobre uma possível alteração no preço de alimentos e produtos ocasionada pelo aumento da gasolina, mesmo que improvável. “Acaba alterando porque a gasolina também faz parte do nosso transporte. Acaba também refletindo no comércio em geral”, finaliza o presidente do Sindipostos.





Com conteúdo da Tribuna do Norte.

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