top of page

Lote 5 do Complexo da Redinha ficará pronto no mês de novembro


Construção do Complexo da Redinha tem orçamento de R$ 25 milhões - Foto: Magnus Nascimento


O Complexo Turístico da Redinha, que integra o projeto de reestruturação da praia, segue com conclusão prevista para o fim deste ano. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) de Natal, ainda no mês de novembro o lote cinco da obra deve ser finalizado. O serviço consiste na execução do passeio com acessibilidade do trecho da avenida João Medeiros Filho e apresenta 81% de execução. O valor orçado para a obra é de R$ 25 milhões. Os níveis de execução variam de 21% a 81%.

Além do lote cinco, a obra prevê a condução de serviços em outros quatro lotes. No primeiro, está contemplada a construção do novo Mercado Público da Redinha, com 25% de conclusão. O segundo lote, por sua vez, consiste na iluminação pública da rua Maruim, calçadão da rua Francisco Ivo e quebra-mar da Redinha, incluindo mão de obra, materiais e equipamentos. O percentual deste último está em 21%.

Na fase seguinte, com 46% de execução, estão previstas a requalificação do sistema de defesa costeira (enrocamento aderente) da praia, trecho do rio Potengi e de urbanização e drenagem do entorno do mercado público da Redinha. Já no lote quatro, a obra do Complexo está focando na reestruturação viária do novo acesso à redinha com pavimentação e recapeamento das ruas Maruim e Francisco Ivo e acesso ao quebra-mar.

No lote cinco, com o maior percentual de avanço, a Seinfra esclarece que o passeio com acessibilidade do trecho da João Medeiros Filhos será feito a partir do viaduto da Redinha até o enrocamento com as ruas Francisco Ivo e José Herôncio de Melo. Além disso, a estrutura também será feita a partir da rua Francisco Ivo até a Engenheiro Clóvis Aragão e da José Herôncio de Melo até a João Medeiros Filho.


Comerciantes A ideia é que o Complexo da Redinha possa fomentar o turismo local e promover o melhor reordenamento da ocupação da praia. Para a permissionária Celia Maria, de 53 anos, a expectativa é que o projeto possa promover a melhora na infraestrutura da redinha. Aliado a isso, afirma, espera que a reforma possa contemplar os quiosqueiros indenizados parcialmente.

Natural de Natal e moradora da Redinha, há 17 anos a permissionária trabalhava em um dos 20 quiosques que precisaram ser derrubados devido às obras do Complexo. Na época, foi realizado um acordo por intermédio do Ministério Público Federal e da Justiça Federal do Estado que indenizou 20 famílias proprietárias de quiosques. Deste grupo, 10 optaram pela indenização parcial e o direito de trabalhar provisoriamente em um dos trechos de areia da Redinha durante as obras.

Foi o caso de Célia Maria, que agora trabalha no trecho do espigão em direção a Redinha Nova com a venda de bebidas e alimentos como ginga e tapioca. “A gente está muito satisfeito e esperamos ser recolocados novamente nos quiosques porque vai ser muito agradável quando a orla estiver toda pronta e vai vir mais gente conhecer”, complementa.

O vendedor ambulante, Julio Merege, reitera a necessidade da obra para atrair a população local e turistas. Segundo ele, embora a venda tenha caído nos últimos meses para quem trabalha na região, o esperado é que o Complexo possa recuperar o cenário atual. Aos 50 anos, dos quais 22 são trabalhando na Redinha, as expectativas dele também estão em torno de uma melhor infraestrutura para ambulantes e quiosqueiros.



Tribuna do Norte.

2 visualizações0 comentário
bottom of page