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Médicos suspendem paralisação após acordo com a Prefeitura de Natal

Profissionais ligados a cooperativa estão com cinco meses de pagamentos atrasados e suspenderam atividades em unidades públicas há quase duas semanas.


Médicos cooperados decidem retomar trabalho após acordo com a Prefeitura de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi


A paralisação de mais de mil médicos ligados a uma cooperativa foi encerrada na noite de quarta-feira (7) após acordo com a prefeitura de Natal. A paralisação motivada por atrasos de pagamento durou 13 dias.


O fim da paralisação foi acertado em uma assembleia que aconteceu na sede da cooperativa que representa os profissionais e reuniu cerca de 70 médicos.


O diretores que tinham se reunido horas antes com a prefeitura repassaram a proposta feita pelo município. De acordo com eles, a prefeitura se comprometeu a pagar os valores atrasados de julho nesta sexta-feira (9) e os de agosto no começo de janeiro de 2023.


"Ficou acordado que até sexta-feira parte do que ficou devido do mês de julho vai ser honrado, o restante, até o dia 30 de dezembro. E a parte de agosto a partir de então até o dia 10 de janeiro. O restante tem que obedecer o orçamento que é votado na Câmara, mas quero deixar claro nosso empenho que nós tivemos que parte do que é devido seja pago para que eles possam reguralizar os serviços", disse o diretor da cooperativa, Luís Eduardo Barbalho.


Os médicos da cooperativa estão com cinco meses de salários atrasados, de julho a novembro. Com o acordo firmado, os profissionais entraram em 2023 com a mesma quantidade de meses em atraso, já que o pagamento de dezembro vai vencer.


A expectativa da categoria é de que o problema seja resolvido com a votação do orçamento do município pela Câmara de Vereadores.


"Nosso grande pleito é um cronograma mínimo de pagamento seja realizado. Não estamos falando de aumento, estamos falando de atrasados. Então a gente espera que haja uma readequação orçamentária e financeira para que possamos contar com os vencimentos minimamente em dia", disse o diretor.


Como a paralisação teve fim por volta das 19h, o reflexo do problema no atendimento ainda pôde ser sentido na noite desta quarta-feira (7).

Já passava das 20h quando o aposentado Alexandrino Alves continuava com o filho na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cidade da Esperança. Eles chegaram ao local às 14h30.


"Tem pessoas de chegaram de meio dia que só saíram agora. Tinha um médico só. Essa greve ai atrapalha tudo", disse.






Por g1 RN

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