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Ministro garante entrega de 1.300 moradias no RN

O ministros das Cidades, Jáder Filho, comprometeu-se, ontem, a retomar as obras do “Minha Casa, Minha Vida” que estão paralisadas no Rio Grande do Norte, durante sua fala no seminário “Motores do Desenvolvimento – Mercado Imobiliário”, promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação.


Ministro das Cidades, Jader Filho, disse que o programa de moradia popular vai gerar desenvolvimento, emprego e renda no país / Adriano Abreu


Jáder Filho informou que no Estado três empreendimentos estavam com obras paralisadas - no bairro Pajuçara, Zona Norte de Natal, Mossoró III e São Gonçalo do Amarante, que somam mais de 1.300 moradias para famílias de baixa renda. “Essa foi a orientação do presidente Lula, precisamos retomar e entregar essas obras, que ainda eram do Lula 2, não se pode admitir uma situação como essa”, disse o ministro das Cidades.


Segundo o ministro, desde o início do governo Lula já foram entregues 9.600 unidades, com a retomada de 15 mil moradias em obras.

Aos empresários, o ministro Jáder Filho informou que o governo federal vem conversando com os governadores e prefeitos, áreas econômica, de planejamento e do trabalho, além da Caixa Econômica, que é responsável por gerir o FGTS, sobre a proposta de ampliar o uso de recursos para a faixa de baixa renda e incentivar o programa de moradia popular, o que também vai gerar desenvolvimento da construção civil e geração de emprego e renda no país.


“O FGTS é muito forte nas faixas 2 e 3, a gente quer que o Fundo de Garantia também financie a faixa 1”, disse o ministro, que também explicou estar na mira do governo a ampliação do subsídio, “pra que o valor da entrada do financiamento diminua ou desapareça, dependendo obviamente do valor do financiamento que a pessoa fizer, aumentar o número de parcelas do empréstimo de 360 para 420 meses e diminuir a taxa de juros”.

“O FGTS é o maior fundo investidor da construção civil do país e precisamos ter atenção com ele”, apontou o ministro, que no fim da tarde deixou Natal com destino ao Amapá.


Segundo o ministro, o governo pretende entregar 2 milhões de moradias em quatro anos, “se fato o FGTS continuar da maneira como está e a iniciativa privada responder aos prazos, a gente acredita que pode ultrapassar esse número com o apoio de governadores e prefeitos”.


Jáder Filho explicou também algumas mudanças no programa “Minha Casa, Minha Vida”, que foi de não incentivar construção de moradias em áreas periféricas e distantes dos centros urbanos, mas nos locais onde as pessoas já moram, pra que as famílias não sejam fragilizadas. A ideia é incentivar a construção de casas perto do trabalho, da escola e onde já tem infraestrutura urbana, como saneamento, água e rede de esgotos etc, inclusive com varandas por sugestão do presidente, onde as pessoas possam conversar.


Outra novidade é o aproveitamento de prédios públicos em desuso, que é uma obra mais cara, “porque começar do zero é mais barato do que fazer reforma”. Porém, o ministro pondera que é mais barato, porque não precisa fazer infraestrutura em locais onde existem prédios abandonados nos centros das cidades, “a escola já está lá, o transporte público, o posto de saúde, a comunicação, o comércio já estão lá”.


O ministro acrescenta que com isso, “faz-se um processo de valorização de uma área da cidade que não estava sendo utilizada, traz de volta o emprego, o desenvolvimento para áreas que estavam absolutamente largadas”.


Por isso, Jáder Filho fala que o “retrofit” (técnica de revitalização de construções antigas). Seu objetivo é transformar edificações do passado, adaptando-as às necessidades atuais), “é importante porque a gente acredita que é um motor para gerar emprego e renda”.

O ministro relatou que os programas de moradia, como já ocorreu após a crise econômica de 2008 no mundo, é um grande motor de emprego e de recuperação do déficit habitacional.



Com informações da Tribuna do Norte.

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