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Mirassol bate ABC e fica com o título da Série C


Foto: Marcos Freitas/Agência Mirassol


Camilo e Mingotti marcaram na vitória do Mirassol, por 2 a 0, sobre o ABC e garantiram a conquista do título inédito para o clube paulista, que ano passado já havia erguido a taça de campeão da Série D. O ABC tentou reagir, mas sofrendo os gols aos 3 e aos 45 minutos da etapa inicial, não teve como impedir a derrota na final. O Mirassol acabou a competição como o melhor time e o melhor ataque, o que fizeram jus à nova conquista. Ao clube do Rio Grande do Norte resta o consolo de ter realizado também uma bela campanha numa competição muito equilibrada e, também, ter tido êxito no principal objetivo da temporada: o acesso para a Série B.


A partida começou como era esperado, os donos da casa na frente atrás de abrir vantagem e logo aos dois minutos Paulinho fez o goleiro abecedista fazer milagre. Na cobrança do escanteio, Silvinho achou Camilo solto, na segunda trave, para cabecear fora do alcance do goleiro Matheus Nogueira e fazer 1 a 0. Tudo que o ABC não queria que ocorresse no jogo da volta. Tudo isso aconteceu nos primeiros três minutos de bola rolando.


O time potiguar não se deixou abalar e continuou ligada na decisão. Ela arriscou o primeiro chute somente aos dez minutos, quando na cobrança de uma falta Marcos Vinícius arriscou o chute direto, mas a bola subiu demais e foi por cima do travessão.


Depois a partida prosseguiu demonstrando equilíbrio, mas com as duas equipes travando um verdadeiro duelo pela bola, bem com espaços na finalidade de impedir o adversário de progredir. Com isso, ocorreu uma parada nas jogadas de área. O ataque alvinegro mostrava muita dificuldade em pisar na área do Leão por falta de precisão nos passes e nos cruzamentos.


O ABC só voltou a chegar com perigo, quando após bola cruzada na área, a zaga tentou afastar, mas a bola caiu nos pés de Calyson que bateu, a bola desviou no zagueiro e acabou indo pela linha de fundo. Nesse lance, o grito de gol ficou preso na garganta dos alvinegros. Depois foi a vez de Fábio Lima aparecer bem, mas não conseguiu dar em bola na disputa contra dois marcadores.


O Mirassol que após o gol, também foi empurrado para fora da área abecedista, de vez em quando buscava aprontar outra surpresa, mas não conseguia dar sequência às jogadas e quando conseguia acertar o último passe, pecava na finalização.

O Mirassol voltou a chegar com perigo aos 45 e não perdoou. Silvinho que já havia sido importante no primeiro gol, voltou a desequilibrar, depois de se livrar da marcação de Ícaro, entrar de cara com Matheus Nogueira e dar um presentão para Mingotti fazer 2 a 0.

O ABC tentou descontar na sequência para voltar para o jogo, mas Gasparotto salvou o chute de Fábio Lima e garantiu a vitória parcial da equipe paulista.


Com um prejuízo enorme no placar, o ABC voltou com o seu talismã, Wallyson para jogar a segunda parte da decisão no lugar de Fábio Lima e Afonso entrou no lugar de Marcos Vinícius, ambos estavam punidos com cartão amarelo e corriam o risco de expulsão.


Atuando com tranquilidade devido a vantagem obtida, o Mirassol tratou de segurar o ímpeto abecedista nos primeiros minutos, enquanto a sua torcida, na arquibancada, já festejava a conquista do título inédito da Série C. O ABC tinha pressa, quando tinha o domínio da bola, buscava dar velocidade às jogadas ofensivas e Wallyson, tentando cumprir o papel que a torcida espera dele, passou a arriscar os chutes da entrada da área chegando a assustar em certas oportunidades.


Com a mão na taça, a equipe paulista evidentemente tocava a bola com paciência para fazer o tempo passar. Bem estruturado na defesa, o time conseguia interceptar a maioria das investidas abecedistas e na frente, jogava nas brechas deixadas pela melhor defesa da competição, atrás de marcar o terceiro gol e acabar com qualquer sonho de reação dos potiguares. Osman desperdiçou essa oportunidade ao subir sozinho, após cobrança de escanteio, e errar o alvo.

O tempo passava, a pressão aumentava e, com ela, surgia a dificuldade de tramar melhor as jogadas de ataque. Os jogadores quando recebiam a bola em condições de chute, arriscavam sem muito cuidado e erravam as tentativas.


Aos 35 minutos, sem conseguir fazer nada na segunda etapa, o ABC dependia de um milagre para inverter o quadro dentro de campo. E a torcida paulista, aumentava o tom dos gritos de "é campeão…", uma vez que a tão aguardada conquista estava apenas a minutos para ser confirmada. E foi só esperar o apito final do árbitro para a cidade dar início a comemoração oficial pela nova conquista.


Parte da torcida se concentrou no Frasqueirão


Um grande número de abecedistas optou por sair do conforto do lar para fazer uma corrente para frente para a equipe, que estava há exatos 2.850,2 km da capital potiguar decidindo o título da Série C. A diretoria resolveu criar todo um clima dentro do Frasqueirão, onde instalou telões no gramado, para que o sócio alvinegro e o torcedor comum pudessem acompanhar cada segundo da decisão.


Para não deixar os abecedistas perderem o clima e trabalhar ainda mais a motivação, criando uma atmosfera especial e bem positiva para os alvinegros, a diretoria também caprichou na escolha das atrações musicais, embalando o público ao som do grupo Mesa Doze e de Kevinho Pancadão.

Os portões foram abertos cedo e a movimentação aumentou a partir das 13h. E foi no ritmo de animação que o torcedor aguardou o apito inicial do árbitro mineiro Paulo César Zanovelli da Silva, que também foi o sinal para os olhos do público ficarem ligados nos telões, vibrando a cada boa jogada da equipe natalense, que encarava o clube de melhor ataque da competição.


A confiança na conquista do segundo título da Série C, 22 anos após se sagrar campeão pela primeira vez, era muita. Os cânticos usados pela torcida para incentivar a equipe nos momentos mais disputados, eram arrancados do fundo da garganta e cantados a plenos pulmões, como se todos desejassem que os jogadores escutassem que eles estavam formando uma grande corrente em Natal.

Mas a situação complicou logo no início, quando o Mirassol marcou o primeiro gol aos 3 minutos, com Camilo. A confiança embora afetada não diminuiu, porque o ABC conseguiu fazer um jogo equilibrado no primeiro tempo, porém o maior golpe ocorreu aos 45 minutos, quando Mingotti fez 2 a 0 e jogou a tarefa alvinegra para o campo dos milagres.

No segundo tempo, mesmo com a entrada de Wallyson, a equipe do RN não conseguiu modificar o panorama da partida. Mostrando sinais de exaustão, os atletas com o pouco que conseguiram produzir, não conseguiram reanimar os torcedores no Frasqueirão. Eles lamentaram a perda do título, mas demonstravam muita alegria em voltar à Série B.


Tribuna do Norte

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