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Motoristas reclamam de remuneração e insegurança

Motoristas de aplicativo realizaram nesta segunda -feira um protesto contra a baixa remuneração e a falta de segurança. Em todo o País, associações representativas dos motoristas de aplicativo solicitaram que não fossem aceitas corridas no dia de ontem, como forma de pressionar as empresas a atender às reivindicações. Além disso, em Natal, foi realizado um protesto nas proximidades da Arena das Dunas. Os condutores a serviço das plataformas de viagens por aplicativo pedem regras mais criteriosas para o cadastro dos usuários que consomem o serviço e o aumento da remuneração mínima para 10 R$ por corrida.



Cerca de 60 motoristas foram reivindicar as melhorias nos ganhos da categoria e mais segurança Magnus Nascimento


Durante a mobilização que ocorreu na Arena das Dunas, cerca de 60 motoristas foram reivindicar as melhorias nos ganhos da categoria e mais segurança. Líder da Associação Voz dos Motoristas Potiguares (Avap-RN) e responsável pelo movimento no local, o motorista Gilvan Balada afirmou que a ação presencial era uma forma de reforçar o protesto pela atuais condições de trabalho dos motoristas por aplicativo, cujo foco principal foi a paralisação dos serviços. “O movimento presencial de hoje é apenas um reforço para a principal ação de protesto, que é o fato de não aceitar as solicitações de corrida”, disse.

O líder da Avap ainda afirmou que, a depender do resultados da paralisação realizada pela categoria, a outra forma de causar impactos nos serviços de transporte via aplicativos é “boicotar” uma ou mais plataformas. Isso significa que apenas as solicitações de um serviço seriam aceitas. “A ideia é trabalhar com uma e deixar as outras paradas. Se não for assim, se a gente não lutar por melhores condições, fica muito difícil”, relatou.

Segundo o presidente da Associação dos motoristas autônomos por aplicativos do RN (Amapp), Evandro Henrique, a falta de rigidez das plataformas quanto ao cadastro de usuários impulsiona a insegurança no dia-a-dia. “Para o motorista se cadastrar, ele precisa enviar a cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), documento do veículo e não ter antecedentes criminais. Incrementos na segurança foram realizados ao longo do tempo. Mas hoje, queremos que haja a exigência de um documento original com foto por parte dos usuários. Se nós fazemos , eles também podem fazer”, disse.


Além disso, segundo Evandro, a categoria reclama da baixa remuneração. “De um tempo pra cá, os preços subiram para os usuários, mas não subiram para a gente”, disse.

Questionado se os valores da corrida não cresceriam caso o aumento da remuneração mínima para os motoristas ocorresse, o presidente defendeu que não causaria este efeito, pois o próprio capital lucrado pelas plataformas seria suficientes para realizar o pedido. “Queremos que a plataforma aumente a remuneração com os ganhos que ela já possui. Não seria necessário o aumento do preço para os passageiros. No máximo, a alteração viria para o valor da corrida mínima, que é de R$ 7,96 na Uber, por exemplo. O motorista recebe R$ 5,50”, afirmou. O reajuste da remuneração dos motoristas por aplicativo em Natal ocorreu em 2016.


Apesar estimativa de adesão ao movimento, alguns motoristas continuaram seus trabalhos normalmente, ainda que concordassem com as reivindicações. Um motorista ouvido pela reportagem relatou que vê todas as reivindicações como necessárias, mas não parou de “rodar” pois “precisa pagar contas”.



Com informações da Tribuna do Norte.

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