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Obras do Centro Comercial do Maruim começam a ser entregues

Após mais de cinco anos, as obras de revitalização de parte da área de 14 mil metros quadrados, antes ocupada pelas famílias da antiga Comunidade do Maruim, no bairro das Rocas, começaram a ser entregues. No mês passado foram concluídas as transferências de uma parcela dos comerciantes da região para o primeiro galpão que compõe o Centro Comercial do Maruim e que integra o eixo 1 do projeto. Agora, a Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (Seharpe) diz que estão sendo iniciados os serviços para a construção de mais um galpão. A obra total, orçada atualmente em cerca de R$ 5,4 milhões, tem previsão de término para o final de 2024.


Obra começou em 2017. Espaço tem 11 boxes com oficinas, vidraçarias, ateliê, banheiros e vestiários | Adriano Abreu


Os serviços na Comunidade foram iniciados em 2017, com previsão de duração de seis meses. De acordo com a Seharpe, ações de desapropriações da área travaram o andamento dos trabalhos. “O problema não é construtivo, porque cada eixo leva algo em torno de seis a oito meses para ser concluído. Nós temos, na verdade, outro fator, que são as desapropriações. Algumas resultam em processo judicial, o que demanda mais tempo, como já aconteceu ao longo desses anos”, afirma Shirley Cavalcanti, titular da Seharpe.


O terreno onde ocorre a construção pertence à Superintendência do Patrimônio Público (SPU) e foi compartilhado entre a Prefeitura do Natal e Companhia Docas do RN (Codern), administradora do terminal marítimo da cidade. A ideia, no caso do Porto, é ampliar o pátio para aumentar a capacidade de armazenamento de contêineres. “Com o recebimento da área, irão caber mais 400 contêineres”, disse a Codern, ao afirmar que ainda aguarda receber o terreno, de 6 mil m², da SPU.


A Superintendência relatou que o processo está na Unidade Central para deliberação quanto à destinação. “O Ministério da Economia foi extinto, passando a SPU a integrar o novo ministério (da Gestão, Inovação e Serviços Públicos) e os Grupos de Destinação estão sendo constituídos para dar prosseguimento às entregas”. Questionada sobre previsão de repasse da área à Codern, a SPU informou estimar “que tal procedimento ocorra dentro deste primeiro semestre”.

Projeto tem três etapas


Dos três eixos planejados pela Prefeitura, apenas o primeiro foi entregue até o momento. O projeto compõe três galpões com 42 unidades, que incluem quiosques, peixarias e outros ambientes de trabalho. Nesta primeira fase, foram transferidos para o primeiro galpão atividades que ainda não envolvem alimentação. O espaço tem 11 boxes com oficinas, vidraçarias, ateliê, banheiros e vestiários.


Para a próxima etapa, será construído o galpão do eixo 3, que contará com boxes para peixarias e uma mercearia. O eixo 2, o último a ser construído, contará com área coletiva com cozinha e área de serviço para os trabalhadores, mercearias, peixarias, ateliê, mercadinho e churrasquinho. Serão 27 boxes. “Depois disso, devem ser iniciadas as obras de requalificação da Praça do Por do Sol, com projeção de entrega total dos serviços no final de 2024. A praça será integrada ao Centro Comercial, com novas vagas de estacionamento", afirma Shirley Cavalcanti, da Seharpe.

Enquanto as obras não avançam, José Siqueira, de 77 anos, reclama que está sem fonte de renda há cerca de três meses. Há 16 anos ele alugou um dos quiosques da região para vender peixe. Com o avanço das obras, o ponto onde ele trabalhava foi derrubado. “Disseram que iam depositar um dinheiro na conta da gente para outro aluguel, mas, por enquanto, nada. Eu vivia do comércio e estou parado”, desabafa. A Seharpe informou não ter ciência de atrasos no pagamento do valor de R$ 1,2 mil, uma espécie de aluguel comercial para os trabalhadores que aguardam o novo espaço. Segundo a pasta, o pagamento está a cargo da Semtas, que não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o assunto.


Na Bell Camarões, empresa da região especializada em produção e venda do crustáceo instalada, a expectativa de mudança para a nova área é grande, uma vez que o local de funcionamento atual apresenta limitações de espaço. “A Prefeitura alega que está em processo de demolições e a obra vai ser entregue até o final do ano. A gente só pode sair daqui quando o novo prédio estiver pronto, porque 50 famílias dependem desse trabalho”, relata a supervisora da Bell, Ivone Souza.




Com informações da Tribuna do Norte.

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