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Paralisação de médicos chega a quase duas semanas e funcionamento de UPAs de Natal segue reduzido



O impasse entre Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed/RN) e o município de Natal chega a 13 dias. Sem acordo entre as partes, a escala médica das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Natal segue reduzida, afetando diretamente no atendimento prestado à população.


A realidade vem sendo observada por quem depende dos serviços e não consegue atendimento. Foi o caso de Joseane da Silva, que foi até a UPA de Cidade Satélite, na zona Sul de Natal, nesta terça-feira (6) vomitando, com febre e diarreia, mas foi mandada de volta pra casa.

"Falaram que eu não poderia ser atendida porque aqui é só caso de emergência, devido à greve. Mandaram ir pra Parnamirim, mas tenho medo de ir pra lá e me mandarem de volta pra casa também", disse. Magno Ferreira também procurou atendimento na UPA nesta terça-feira. Ele é paciente renal crônico e se sentiu mal após uma sessão de hemodiálise. Ele chegou às 9h e só deixou a unidade médica durante a noite.

"Agora não consigo mexer minhas pernas, mãos e braços. Cheguei pela manhã, aguardei até agora, me disseram que meu caso não é de internação e eu tenho certeza que é por causa da greve", afirmou Magno.

A paralisação nas atividades teve início no último dia 24 de novembro. A cooperativa reclama de cinco meses sem repasses financeiros do município para o pagamento dos profissionais.

Sem acordo, os serviços de alta e média complexidade seguem funcionando para pacientes internados e cirurgias de urgência. Os ambulatórios fecharam e as UPAs, como é o caso da instalada em Cidade Satélite, funcionam com 30% da capacidade. Maternidades e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mantêm o pleno funcionamento. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal) não respondeu o contato.

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