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Petrobras prevê investimento de US$ 2,94 bi na Margem Equatorial

A Petrobras prevê um investimento de US$ 2,94 bilhões (R$ 15 bilhões) nas atividades de exploração na Margem Equatorial Brasileira, que vai do Amapá até o Rio Grande do Norte, nos próximos cinco anos (2023-2027). O valor representa 49% do total que será investido nas atividades de exploração. O início da fase de exploração aguarda licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o que pode ocorrer ainda nesse primeiro trimestre do ano. A meta é perfurar 19 poços. A margem equatorial compreende as bacias Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.



Início da fase de exploração aguarda licenciamento do Ibama / Divulgação


Outra área prioritária para a Petrobras é o bloco Tayrona, na Colômbia. Essas informações foram apresentadas pelo diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges, em sua participação no painel “Latin American Upstream: Competitiveness in global markets” apresentado nesta terça-feira (7), na CERAWeek 2023, feira de óleo e gás, sediada em Houston (EUA).

“A Margem Equatorial representa para nós um prospecto promissor, bem como um ativo que poderá contribuir para a segurança energética do país”, disse. O gerente geral de Ativos Exploratórios da Petrobras, Rogério Soares Cunha, afirma que “ao buscarmos uma nova fronteira exploratória, como a Margem Equatorial, nosso objetivo é adicionar reservas de óleo e gás, de acordo com a visão de futuro da companhia o que, consequentemente, estimulará o desenvolvimento econômico de toda a região”.

De forma geral, a estatal deve investir nos próximos cinco anos cerca de US$ 6 bilhões (R$ 31 bilhões), com foco principal em sustentabilidade, tanto econômica quanto ambiental. O diretor explicou que a companhia encontrou gás natural, por meio do poço exploratório Uchuva-1, perfurado em águas profundas da Colômbia, a 32Km da costa e a 76 Km da cidade de Santa Marta, em uma lâmina dágua de aproximadamente 830 metros. A Petrobras é operadora do bloco (participação de 44,44%), em parceria com a Ecopetrol, com a participação de 55,56%.


Eólica offshore


A Petrobras e a Equinor assinaram carta de intenções que amplia a cooperação entre as empresas para avaliar a viabilidade técnico-econômica e ambiental de sete projetos de geração de energia eólica offshore na costa brasileira, com potencial para gerar até 14,5 GW. Com esses estudos, a expectativa é avançar nos projetos de transição energética do país. “Esse acordo vai abrir caminhos para uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando o expressivo potencial eólico offshore do nosso país e impulsionando nossa trajetória em direção à transição energética”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O acordo é fruto da parceria firmada entre Petrobras e Equinor em 2018 – e teve seu escopo ampliado para além dos dois parques eólicos Aracatu I e II (localizados na fronteira litorânea entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo), previstos inicialmente. Além desses dois projetos, o novo acordo prevê avaliação da viabilidade de parques eólicos de Mangara (na costa do Piauí); Ibitucatu (costa do Ceará); Colibri (fronteira litorânea entre o Rio Grande do Norte e Ceará), além de Atobá e Ibituassu (ambos na costa do Rio Grande do Sul) – num total de sete projetos, com prazo de vigência até 2028.


“Vamos juntar nossa capacidade de inovação tecnológica offshore, reconhecida mundialmente, e a nossa experiência no mercado de geração de energia elétrica brasileiro com a expertise da Equinor em projetos de eólica offshore em vários países. Vale destacar, porém, que a fase é de estudos e a alocação de investimentos depende de análises aprofundadas para avaliar sua viabilidade, além de avanços regulatórios que permitirão os processos de autorização para as atividades, a ser feita pela União”, complementou Prates.

“A Equinor e a Petrobras têm uma longa história de parceria de sucesso. Estamos felizes em expandir nossa colaboração para renováveis, possibilitando uma ampla oferta de energia no Brasil. Juntos, estamos engajados ativamente para contribuir com a realização da energia eólica offshore e da transição energética do Brasil, criando as condições iniciais necessárias para que a energia renovável se desenvolva de maneira sustentável”, afirma Anders Opedal, CEO da Equinor.


A Petrobras segue mapeando oportunidades e desenvolvendo projetos de desenvolvimento tecnológico nesse segmento, como os testes da Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore (conhecida como Bravo), em parceria com os SENAIs do Rio Grande do Norte (RN) e Santa Catarina (SC). A Equinor está presente no Brasil desde 2001, e o país é considerado uma das áreas centrais da Equinor.




Com informações da Tribuna do Norte.

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