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Polícia Civil investiga denúncias sobre 'golpe do empréstimo' no RN



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu investigação sobre pelo menos 15 casos do chamado "golpe do empréstimo" no estado. Segundo a corporação, há relatos semelhantes em investigação em outras cidades do país.

As vítimas são servidores públicos que faziam empréstimos com desconto em folha e repassavam o dinheiro para uma empresa, que assumia um contrato com a promessa de vantagens e lucros.

Uma das vítimas do golpe em Natal, que pediu para não ser identificada, conta que trabalha como técnico em uma repartição pública federal de saúde e teve um prejuízo de R$ 32 mil. O servidor fez um empréstimo consignado no banco, com desconto no próprio contra-cheque, e repassou o dinheiro a uma instituição financeira que assumiu um contrato com ele.

Em troca, os servidores receberiam promessas de rendimentos e lucros mensais até a quitação, meses depois, quando receberiam o investimento de volta.

"Era exposto um contrato a nós, esse contrato dizia que esse procedimento junto ao banco era coberto por seguradora. Era registrado em cartórios aqui da capital e isso nos dava uma sensação de segurança", afirmou. Segundo as vítimas, a empresa que tem sede em Manaus fechou a filial na avenida Rui Barbosa, em Natal. Os investidores sumiram das redes sociais, não atendem ligações nem mensagens nos contatos que tinham na capital.

As vítimas formaram um grupo de conversa em um aplicativo de mensagens que já conta com mais de 100 funcionários públicos que também foram vítimas do golpe do empréstimo.


"Meu sentimento é de impotência. Psicologicamente, a gente se sente bem para baixo, porque era um dinheiro que a gente conseguiu com bastante esforço", afirma a vítima.


Os primeiros registros sobre o golpe no estado são do dia 6 de outubro. A Polícia Civil confirmou que já são 15 casos em investigação. São 12 queixas na Delegacia Especializada em Defraudações e três registros na Delegacia de Parnamirim.


A investigação é complexa, segundo a polícia, porque há vítimas do mesmo golpe em vários estados do país.

Segundo o diretor de Comunicação da Polícia Civil, delegado Renê Lopes, há suspeita de que os golpistas atuavam em Natal e em outras capitais como Manaus, Boa Vista e Rio de Janeiro.


Para não levantar suspeitas, depois que os empréstimos eram feitos de forma regular nas agências bancárias, os estelionatários faziam um contrato fajuto e chegavam a pagar algumas parcelas prometidas.


"Passados poucos meses da assinatura desse contrato fajuto, a empresa que vinha pagando o valor mensal mais o rendimento, deixou de pagar e a vítima acabava por arcar com esse prejuízo do saldo devedor do empréstimo contraído", diz.


Segundo o servidor ouvido pela reportagem, ele chegou a receber uma parcela de R$ 850 mais R$ 300 do suposto lucro prometido pela empresa, mas não recebeu mais nenhum valor, desde então.


Depois de sumir com o dinheiro dos funcionários públicos, os golpistas gastaram recursos com carros de luxo, festas, bebidas e mulheres, segundo a polícia.


"É importante que as pessoas desconfiem dessas ofertas tentadoras, verifiquem a reputação e a credibilidade da empresa e sempre tente fazer negócio, realizar contrato, com instituições com credibilidade perante o mercado. Frisando que as instituições bancárias que estão aptas a fazer empréstimos consignados estão elencadas pelo Banco Central do Brasil", afirmou o delegado Renê Lopes.

As vítimas formaram um grupo de conversa em um aplicativo de mensagens que já conta com mais de 100 funcionários públicos que também foram vítimas do golpe do empréstimo.


"Meu sentimento é de impotência. Psicologicamente, a gente se sente bem para baixo, porque era um dinheiro que a gente conseguiu com bastante esforço", afirma a vítima.


Os primeiros registros sobre o golpe no estado são do dia 6 de outubro. A Polícia Civil confirmou que já são 15 casos em investigação. São 12 queixas na Delegacia Especializada em Defraudações e três registros na Delegacia de Parnamirim.


A investigação é complexa, segundo a polícia, porque há vítimas do mesmo golpe em vários estados do país.

Segundo o diretor de Comunicação da Polícia Civil, delegado Renê Lopes, há suspeita de que os golpistas atuavam em Natal e em outras capitais como Manaus, Boa Vista e Rio de Janeiro.


Para não levantar suspeitas, depois que os empréstimos eram feitos de forma regular nas agências bancárias, os estelionatários faziam um contrato fajuto e chegavam a pagar algumas parcelas prometidas.


"Passados poucos meses da assinatura desse contrato fajuto, a empresa que vinha pagando o valor mensal mais o rendimento, deixou de pagar e a vítima acabava por arcar com esse prejuízo do saldo devedor do empréstimo contraído", diz.


Segundo o servidor ouvido pela reportagem, ele chegou a receber uma parcela de R$ 850 mais R$ 300 do suposto lucro prometido pela empresa, mas não recebeu mais nenhum valor, desde então.


Depois de sumir com o dinheiro dos funcionários públicos, os golpistas gastaram recursos com carros de luxo, festas, bebidas e mulheres, segundo a polícia.


"É importante que as pessoas desconfiem dessas ofertas tentadoras, verifiquem a reputação e a credibilidade da empresa e sempre tente fazer negócio, realizar contrato, com instituições com credibilidade perante o mercado.


Frisando que as instituições bancárias que estão aptas a fazer empréstimos consignados estão elencadas pelo Banco Central do Brasil", afirmou o delegado Renê Lopes.


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