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Ponte de Igapó: “Não está nem na metade. Pode colocar 2025 ou 2026 para terminar”, dizem moradores sobre obra

Procurado pela reportagem, o DNIT não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria


Obras na Ponte de Igapó, uma das principais ligações entre a Zona Norte e a região central de Natal, mudaram situação do trânsito em toda a região - Foto: José Aldenir


Motoristas que trafegam pela Zona Norte de Natal têm reclamado de intervenções no trânsito realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).


Parcialmente interditada para obras, a Ponte de Igapó é o principal gargalo. A mais recente restrição começou no dia dia 8 de janeiro no sentido Zona Norte/Centro e tem impactado a vida de moradores e motoristas que precisam atravessar a ponte.


A determinação do órgão é que apenas veículos do transporte público possam circular no local das 6h às 8h de segunda a sexta-feira, até a conclusão das obras de restauração da via. Enquanto as atividades da obra seguem, moradores da zona Norte reclamam da obra e da recente proibição de circulação, que gera um impacto significativo.


“Eles só trabalham de manhã até a tarde, das oito até às quatro, de segunda a sexta-feira. E agora com essa proibição, os pais de famílias que dependem desta via já sofrem sem a interdição, e com ela, tem prejudicado ainda mais a rotina”, desabafou um morador ao AGORA RN.


Um comerciante que preferiu não se identificar disse que muitas pessoas, ao tentar atravessar a ponte, já ficam aguardando por volta das 7h para conseguir otimizar o tempo, mas ainda se deparam com uma espera considerável, resultando em atrasos. O aviso de interdições ocorre com prazo curtíssimo, com pouco tempo para se preparar, conforme o comerciante.


“Além disso, há uma multa de quase R$ 300 e sete pontos na carteira para quem desrespeitar a restrição. Mesmo com o bloqueio da passagem, algumas pessoas desafiam as restrições”, relatou.


Existem medidas de fiscalização por meio de câmeras instaladas no centro da ponte pelo próprio DNIT.Os trabalhadores atuam apenas durante a semana, causando irritação entre os usuários. A sugestão de trabalhar nos finais de semana e à noite é levantada como uma possível solução, por moradores das imediações da obra. Isso poderia otimizar a eficiência, considerando especialmente a alternância de turnos.


Para os residentes, que têm observado o trabalho em detalhes, a obra é lenta. “Não está nem na metade, pode colocar 2025 ou 2026 para terminar. Ainda vem mergulhadores para avaliar a situação subaquática dos pilares inferiores, aí é que vai demorar mesmo”, explicou um dos moradores.


Procurado pela reportagem, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes não respondeu, até o fechamento desta matéria, aos questionamentos sobre os avisos em relação às interdições serem realizadas a curto prazo e, também, as razões para os trabalhos serem feitos apenas na semana e em horário comercial.


OUTRAS INTERDIÇÕES

Em março de 2023, a Ponte de Igapó foi alvo de uma explosão durante uma série de ataques criminosos que assolaram diversas cidades do Rio Grande do Norte. Na época, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) recomendou a interdição da via para o tráfego de veículos, porém, o DNIT assegurou que não havia riscos e que a restauração já era necessária antes da explosão.


Nesse período, a ponte já se encontrava interditada devido às obras em andamento na Avenida Felizardo Moura. Em junho do ano passado, o DNIT emitiu um comunicado oficial indicando que ambos os lados da Ponte de Igapó seriam liberados para o trânsito assim que a prefeitura concluísse as obras na Avenida Felizardo Moura. Contudo, em setembro, o órgão informou que a Ponte de Igapó seria parcialmente interditada por um período de 12 meses, dando início aos trabalhos de reabilitação das pontes.




Agora RN.

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