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População natalense reclama da falta de fraldas e medicação

Os natalenses que chegam aos Prosus, na Policlínica Dr. Zeca Passos, em busca de fraldas descartáveis e até medicamentos têm enfrentado dificuldades. Um problema recorrente de falta de insumos desassiste parte da população mais carente da cidade. De acordo com relatos de pacientes, os insumos que chegam, ainda que demorem meses, são insuficientes e não chegam a todos que precisam.

Alessandro Marques/Procon Natal


Na manhã desta terça-feira (23), chegou uma nova remessa de fraldas GG, suficientes para atender cerca de 300 pessoas, no entanto, os que chegaram depois ou precisaram de outros tamanhos ficaram ficar sem o produto, essencial a idosos e Pessoas com Deficiência (PCD). Esse é o caso da dona de casa Iolanda Valdevino, 47, que saiu de uma consulta médica com o filho, João Gabriel, 9, assim que ouviu que havia chegado uma nova remessa.


“Eu saí com ele para o médico e já soube lá no médico que estavam entregando, porque aqui não tem como a gente saber se tem fralda. Eu venho toda terça e toda quinta porque faço fisioterapia e já passo aqui, mas esse ano, se eu recebi dois meses foi muito”, diz. A última vez que recebeu foi em março.


O filho, que também é epilético e precisa de medicamentos para controlar as crises, não tem ido à escola pela falta do item. “Ele tá deixando de ir para a escola porque eu não tenho fralda, estou sem um centavo. Em casa a gente se vira, né, boa um pano, uma coisa”, finaliza. Os dois moram na Zona Norte e precisam tentar a sorte todas as vezes que chegam ao Prosus.

Ao chegar no lugar, é necessário ser rápido, pois o pouco que chega, esgota rápido. Nicelia Monteiro, 58, não tem tido sorte. Há meses que chega no Prosus e não consegue fraldas para a mãe idosa, que é cadeirante. Nem cadastro ela consegue fazer porque essa etapa é realizada no dia que chega o insumo. “Eu nunca recebi, não. Só faz o cadastro quando chegam as fraldas e nunca que chegava”, relata.


Ela participa de um grupo online, no qual os próprios beneficiários avisam quando chega fraldas, algo que eles mesmos criaram. “Eu consegui entrar no grupo e fico aguardando, aguardando. Faz muito tempo, viu”, conta. Ela estava acompanhada de Maria das Neves, 65, que também é dona de casa e cuida do filho PCD e tem 39 anos. “Eu recebi em outubro, aí teve um tempo que só vinha M ou G, o que não dava. Aí veio GG em março, mas acabou ligeiro demais”, afirma. Ao todo, serviço atente pelo menos 3 mil natalenses, segundo divulgação da Prefeitura de Natal.

Para Tribuna do Norte a Secretaria de Saúde de Natal (SMS) esclareceu a constante falta de insumos. De acordo com a pasta, a demanda é crescente e o processo para compra está em licitação. “A Secretaria Municipal de Saúde de Natal esclarece que a cada mês a demanda por fraldas e medicamentos para o controle de diabetes vem aumentando e a compra desses produtos são ampliados a cada certame. Atualmente os processos de compras estão em processo de licitação. Em breve a SMS Natal estuda fazer um recadastramento das pessoas que utilizam os medicamentos e insumos ofertados pelo Prosus”, informou em nota.


Ofertado pela Prefeitura do Natal,o Prosus é um serviço que distribui medicamentos específicos para a população de forma gratuita. Foi implementado em 2012 na capital potiguar, e mudou-se em 2020 para a Policlínica Zeca Passos, na Ribeira.




Com informações da Tribuna do Norte.

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