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Queda no preço da gasolina ainda não chega a postos

No dia em que entrou em vigor a redução no preço dos combustíveis para as distribuidoras, os postos de abastecimento de combustíveis permaneceram com preços inalterados. A expectativa, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindpostos RN), Maxwell de Oliveira, é de que os valores reduzam, nos próximos dias, a partir da chegada de novas cargas de combustíveis nos postos, adquiridos após a redução e, consequentemente, por menor preço.



Postos alegam que vendem a gasolina e diesel de estoques antigos, comprados antes da redução no preço dos produtos nas refinarias/ Magnus Nascimento


De acordo com levantamento do Procon Natal, realizado no último dia 10, o preço médio da gasolina era de 5,59. Quanto ao preço do diesel, o levantamento do órgão aponta que o combustível custavam, em média, R$ 5,73.


Segundo o presidente do Sindpostos, a decisão da Petrobras deve diminuir o preço dos combustíveis, mas ele ressaltou que há outros fatores que influenciam no preço final para os consumidores e que devem causar variações, a depender de cada estabelecimento. Maxwell relatou que a Petrobras não é mais a única refinaria de combustíveis no país e, sem esse monopólio, o percentual de redução dos preços podem variar. "Além dela, nós temos refinarias privatizadas e também um percentual de combustíveis importados. Ou seja, o repasse da Petrobras vai compor o preço que as distribuidoras, a depender do percentual que elas adquirem da Petrobras, irão definir", disse. Maxwell ressaltou que os postos dependem dos repasses das distribuidoras para definir a média de preços.

Ainda de acordo com o presidente do Sindpostos RN, as refinarias privatizadas procuram aplicar a política de preços em concordância com o mercado internacional. Em função disso, ele afirma que elas podem mudar seus preços em um curto período. "Essas refinarias costumam fazer mudanças semanais em seus preços" relatou.


Ele também explicou que há distribuidoras que adquirem combustíveis de diferentes refinarias, e isso também causa variações no valor final. "Cada distribuidora tem a sua cota do que é adquirido por refinaria. A quantidade vai depender de cada uma. Por exemplo, se um posto x, cujo contingente necessário para vendas é de um milhão de litros, só adquire 600 com a Petrobras, os outros 400 virão de outras refinarias, como as internacionais ou privatizadas. Antes o Brasil era auto-suficiente, mas hoje em dia não é mais", afirmou.


Ainda há outros fatores que podem influenciar a variação do preço dos combustíveis. Com relação à gasolina, o presidente do Sindpostos explicou que cada litro do combustível possui 27% de etanol. Em período entressafras, as duas usinas desta produção no RN não são suficientes. Portanto, as distribuidoras precisam recorrer à produção de outros estados, inclusive do Centro-Oeste. "O resultado desse período de escassez é que a gente precisa buscar esse complemento de fora, em outros estados. Isso acaba gerando um alto custo", explica. O empresário também afirma que o efeito pode ser semelhante no diesel, que possui 7% de biodiesel por litro. O biodiesel é mais caro e possui pouca produção no Estado.

No “Cirne Postos”, localizado no bairro de Barro Vermelho, consumidores estavam descontentes com os preços, que permanecem os mesmos de antes da redução para as distribuidoras. O trabalhador autônomo César Augusto relatou os impactos negativos do valor da gasolina para seu emprego e dia a dia. O motorista afirma que até momentos de diversão se tornam mais escassos. “Para a gente que trabalha com prestação de serviços e deslocamento, fica mais difícil com a gasolina alta. Um lazer é difícil de ter”, relatou.


Entre os postos que mostram o valor abaixo da média geral, o autoposto “Cais”, localizado no bairro da Ribeira, apresentou valores abaixo da média. No estabelecimento, o preço da gasolina era de R$ 5,43. Quanto ao diesel, o preço era de R$ 5,26.

Nesse local, o motorista Iranildo França observou o preço e decidiu abastecer. Ele, que trabalha em uma empresa de refrigeração, contou que chega a visitar entre quatro e cinco endereços diferentes, em áreas distintas da cidade. A redução do combustível representa economia para o seu cotidiano. “Quanto mais barato, melhor. A gente roda muito para vários endereços no dia a dia”, explica o motorista.


Gás de cozinha também sofrerá variações

Além da queda no preço dos combustíveis, os consumidores aguardam ainda a redução do preço médio do gás de cozinha no RN, que atualmente varia entre R$ 105 e R$ 115 no Estado. Porém, de acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Rio Grande do Norte (Sindgás RN), Francisco Correia, a redução no preço do produto também deve variar. Ele afirmou que, do quantitativo total revendido no RN, 70% são trazidos de Ceará e Pernambuco. Apenas 30% são advindos da produção existente em Guamaré, cidade potiguar. Ainda de acordo com Francisco, a estimativa é de que a decisão da empresa estatal cause um desconto maior ou menor que R$ 5 no preço atual. A dimuição deve ser percebida pelos consumidores a partir deste sábado (20). “Se o gás fosse produzido aqui, o desconto seria muito maior, porque o custo do trajeto é muito grande”, explicou. O presidente do Sindgás RN também defendeu o aumento da produção local, que traria benefícios econômicos e para o próprio setor. “Se aumentássemos a produção do gás aqui no RN, teríamos mais empregos gerados, além de ter preços menores. Imagina você ter que buscar um gás a 500 quilômetros e passar a pegá-lo a 150? O custo é menor”, disse.


Números R$ 5,69 esse é o preço médio da gasolina por litro nos postos de Natal 27% essa é porcentagem da composição de etanol incluída na gasolina 70% essa é porcentagem do quantitativo do gás de cozinha que vem dos estados de Ceará e Pernambuco



Com informações da Tribuna do Norte.

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