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Revitalização da orla na zona Leste de Natal vai incentivar o turismo

As obras na orla da zona Leste estão previstas para serem concluídas em dezembro de 2024 | Foto: Magnus Nascimento.



Em março de 2024, a Prefeitura de Natal anunciou o projeto de revitalização da orla das praias da Zona Leste da capital potiguar. Com o investimento de R$39 milhões, as praias dos Artistas, do Meio e do Forte receberão novos quiosques padronizados e áreas de lazer voltadas para a prática de esportes. As obras foram iniciadas no mês de maio com a demolição de 12 dos 22 quiosques da Praia do Meio, e trazem a promessa de melhorias e padronização das estruturas da orla leste potiguar.


“A obra tem como objetivo a revitalização da orla, pois não faria sentido estarmos com projetos de reforma na Redinha e em Ponta Negra, e não aplicarmos melhorias também nas praias urbanas de Natal. A reforma trará modernidade e acessibilidade para a orla, assim podendo ofertar a todos os frequentadores uma melhor experiência”, conta Carlson Gomes, secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).


As obras estão previstas para serem concluídas em dezembro de 2024 e o seu projeto inclui área de lazer com quadras poliesportivas e de areia, pista de skate e Centro de Apoio ao Turista e posto da Guarda Municipal, além de quiosques modernos e padronizados, tendo cada um deles cozinha e banheiro próprios.


A revitalização é muito desejada pelo trade turístico potiguar, que, através dos seus representantes enfatiza a importância das reformas para enfatizar Natal como destino turístico no país. O Presidente do SHRBS (Sindicato de Hoteis, Restaurantes Bares e Similares do Rio Grande do Norte), Habib Chalita, destaca a necessidade das melhorias nas áreas de segurança, limpeza e padronização da orla, elencando estes como pontos atrativos para as praias serem também frequentadas pela população natalense. “O turista quer conhecer onde a população frequenta, isso nós não temos dúvidas, e por isso vejo como extremamente importante a revitalização. Não tenho dúvidas de que nós temos a orla mais bela do país”, destaca Habib.


Enfatizando a integridade da orla natalense, Abdon Gosson destaca a importância do turismo para a economia potiguar, e o seu potencial enquanto gerador de emprego e renda para o município. “A única indústria da cidade é o turismo. Apesar do grande número de empregos que a indústria gera, o turismo sempre foi colocado em segundo e terceiro plano pelos governantes. Então ver essa revitalização acontecendo traz a certeza de um futuro com impactos os mais positivos possíveis”, enfatiza Gosson, Presidente da ABIH-RN (Associação Brasileira da Indústria de Hoteis do RN).


Com novos projetos urbanísticos e de paisagismo, as obras são uma promessa de recomeço para o comércio turístico natalense, sendo esta uma necessidade reconhecida pelo Conselheiro da Abrasel-RN (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Ariel Scaff. “A revitalização da orla, como um todo, em Natal, só pode trazer benefícios ao turismo potiguar. Sabemos que as orlas estavam abandonadas há anos sem nenhum tipo de reforma, então a revitalização trará mais bem-estar e conforto para os turistas e para a população da capital”, conta Ariel.


Quiosques


Apesar das promessas de melhorias, as obras desagradam os trabalhadores da Praia do Meio, que veem o acúmulo de entulhos na orla reduzir o movimento de clientes. Aos proprietários dos quiosques que serão demolidos foi permitido pela Semurb (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) a colocação de tendas e barracas na faixa de areia, porém nem todos têm condições de deslocar diariamente o material necessário para poder atender seus clientes.


“Há os que irão passar esse período sem nenhum retorno financeiro, pois moram longe e não têm condições de deslocar todo o material diariamente. Alguns irão passar esse período com barracas nas areias, mas não é a mesma coisa sem ter uma cozinha de apoio para melhor atender aos clientes”, conta Ricardo, proprietário de um dos quiosques já demolidos na primeira fase das construções.


O proprietário também se queixa da ausência do suporte financeiro prometido, que seriam R$1.200 para os proprietários de cada quiosque. “Prometeram o valor, mas no cadastramento sequer coletaram os nossos dados bancários, fizeram apenas o registro dos nossos dados, dizendo que seria para garantir que nós teríamos os quiosques de volta após a conclusão das obras, e eu espero que pelo menos isso seja cumprido”, conta Ricardo.

Em resposta às queixas sobre o atraso do auxílio financeiro aos proprietários dos quiosques, o Secretário Extraordinário de Gestão de Projetos Especiais (Segepe), Alexandre Duarte, informa que “o processo que prevê a concessão do auxílio aos permissionários dos quiosques das Orla leste encontra-se com a SEMSUR, que está concluindo o levantamento dos dados que irão permitir que a SEMTAS faça os pagamentos acordados”.



Tribuna do Norte.

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