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Sem incentivos, Centro de Turismo de Natal sofre com falta de público

O prédio que abriga o Centro de Turismo de Natal possui uma história multifacetada, tendo servido como casa de veraneio, asilo, orfanato e até mesmo como cadeia. Além de sua importância histórica, o espaço destaca-se pela sua arquitetura e pela vista panorâmica que proporciona aos visitantes. Situado no topo de uma colina, é possível contemplar a cidade, suas belas praias e a icônica Ponte Newton Navarro. No entanto, apesar de seu potencial turístico, o equipamento enfrenta desafios para atrair visitantes e promover a movimentação econômica.



Além da falta de público, Centro de Turismo sofre com insegurança jurídica / Magnus Nascimento


Hoje, em suas instalações, encontram-se 38 boxes e cerca de 60 funcionários, que sobrevivem da renda gerada no espaço, e oferecem aos visitantes uma ampla variedade de produtos regionais. Entretanto, como resultado da falta de políticas de incentivos públicos, a movimentação de clientes é baixa, o que contribui para a subutilização do local.


De acordo com o presidente da Associação dos Empreendedores do Centro de Turismo de Natal (ASCTUR), Everaldo Trigueiro, o espaço sobrevive apenas das contribuições de cada lojista, “infelizmente a gente não recebe apoio de órgão nenhum. O que mantém a nossa sobrevivência é a taxa de condomínio (paga) por cada lojista. Aqui é igual aquela história de fiado, né? A gente compra para pagar depois. Não temos incentivos do Governo do Estado, não temos incentivo de nenhuma instituição. A gente tem um trabalho muito belo, porque mesmo com todas as dificuldades, você vê que o prédio está muito bem cuidado e limpo”, ressaltou.


Além disso, o Centro de Turismo de Natal enfrenta o desafio de não ser incluído na rota turística histórica do município e do estado, que geralmente se concentra nas praias. Embora algumas empresas incluam o centro em seus itinerários, outras não o fazem. Reconhecendo essa necessidade, segundo Everaldo Trigueiro, os lojistas produziram folders com informações sobre o centro de turismo e um mapa com todos os principais pontos turísticos do estado.


Segundo Everaldo Trigueiro, outra preocupação e desafio enfrentado pelo Centro de Turismo de Natal é a renovação do contrato com o Governo do Estado, que foi rescindido. Desde que assumiu o cargo, há 8 meses, ele tem se empenhado em lutar pela renovação do documento. A incerteza jurídica gerada por essa situação, segundo Everaldo Trigueiro, traz insegurança jurídica para possíveis novos investidores.


“Só depende do Governo do Estado, né? Nós somos uma associação que estamos aqui há 48 anos, estamos cuidando do Centro de Turismo e acho que é o único prédio no estado, que é bem cuidado. Porque a maioria dos prédios do estado não tem o cuidado que a gente tem. Sempre digo que o que é público, tem que ser cuidado em dobro, porque não é meu, é nosso né? Então a gente tem que ter essa visão de cuidado que é do povo. E isso nós não vemos por alguns órgãos, né?”, explicou.


Atualmente, o Centro de Turismo de Natal está empenhado em buscar um novo entendimento com as empresas turísticas, incentivando-as a retomar as visitas ao local. Para atrair essas empresas, o espaço está investindo na parte cultural, com apresentações de danças típicas, como coco de roda e boi de rede, além de peças teatrais no espaço revitalizado do teatro. O objetivo é oferecer uma experiência completa aos visitantes.


Um dos desafios enfrentados pelo Centro de Turismo de Natal é a falta de um estacionamento adequado para receber veículos de grande porte, como ônibus de turismo. Isso tem levado algumas grandes empresas a evitar levar visitantes até o local devido a essa restrição. Para lidar com essa questão, a administração buscado soluções e está em andamento um projeto de construção de um estacionamento nas proximidades. Esse projeto já está em tramitação na Câmara Municipal, e espera-se que, com o apoio dos vereadores e dos órgãos responsáveis pelo turismo municipal e desenvolvimento, ele seja viabilizado em breve, possibilitando um acesso mais facilitado ao Centro de Turismo.


“Nós conversamos com alguns vereadores, que fazem parte da frente parlamentado do turismo municipal, desenvolvemos um projeto junto com a STTU e conseguimos um projeto de estaciomanento para o Centro de Tusimo de Natal”.


Vendedores


Em vistia ao Centro de Turismo de Natal, a equipe da TRIBUNA DO NORTE, conheceu a história de Nicole Luiza, empresária, que inaugurou sua loja em fevereiro, carregando consigo o legado do bordado artesanal de Caicó. Ela conta que há 50 anos, sua mãe iniciou o trabalho e, ao longo do tempo, levou o bordado para feiras em todo o Brasil, tornando-se uma referência na qualidade do bordado Richelieu no País.


A empresária continua o legado de sua mãe, preservando a técnica e a tradição do bordado na máquina comum. Ela valoriza as bordadeiras e mantém a produção sob encomenda, envolvendo várias etapas até a finalização do produto. Com clientes fiéis em Natal, Aracaju, Maceió, Recife, Salvador e João Pessoa, a empresária se emociona ao lembrar do importante papel de sua mãe no bordado e se sente grata por poder dar continuidade a essa história.


"A nossa arte tem o valor sentimental e o valor que o dinheiro não paga, tanto eu falo isso quanto os clientes. E a maior felicidade que tenho é poder dá continuidade ao trabalho da minha mãe, poder falar que ela sempre esteve por trás. Ela sempre foi quem revendeu para todos os lojistas daqui, de Maceió, Aracajú, Recife e Salvador. Eu trabalhei com ela durante 15 anos, viajando, levando o bordado, porque quando meu pai faleceu, vítima de uma acidente de carro, logo em seguida, com 18 anos, tive que começar com a minha mãe na estrada. Eu tive a oportuniade de viver com ela, de cuidar, o amor da minha mãe era muito (não tenho paralvras", concluiu, emocionada, a empresária.


Gorete Estevão, vendedora no Centro de Turismo de Natal há 31 anos, compartilha que o movimento na loja varia de acordo com as épocas, sendo os meses de janeiro e julho os mais movimentados. Nos demais períodos, o fluxo de visitantes é mais moderado. Ela destaca a importância da divulgação do Centro, pois muitos moradores locais não tem conhecimento da existência do espaço.



Com informações da Tribuna do Norte.

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