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Taxa de desocupação fica em 9,3% em 2022, a menor desde 2015

Rio - A taxa média de desocupação no Brasil ficou em 9,3%, menor índice desde 2015. O indicador recuou 3,9 pontos percentuais (p.p.) frente a de 2021 (13,2%). No confronto com 2014, o crescimento foi de 2,4 pontos percentuais, com o indicador passando de 6,9% (2014) para 9,3% (2022). Frente a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o aumento foi de 1,9 p.p. No trimestre encerrado em dezembro a taxa de desocupação ficou em 7.9%. Em igual período de 2021, a taxa estava em 11,1% e no trimestre móvel até novembro, em 8,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta terça-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Número médio de empregados com carteira de trabalho aumentou em 9,2% no ano passado / Alex Régis


A população ocupada média chegou a 98,0 milhões de pessoas em 2022, a maior média anual da série e 7,4% acima de 2021. Frente a 2012, quando a média anual da população ocupada foi de 89,6 milhões de pessoas, houve aumento de 9,4%. Já a população desocupada média no ano totalizou 10,0 milhões de pessoas em 2022, com queda de 3,9 milhões (-27,9%) frente a 2021. No entanto, o número de pessoas em busca de trabalho está 46,4% mais alto que em 2014, quando o mercado de trabalho tinha o menor contingente de desocupados (6,8 milhões) da série histórica da PNAD Contínua.

Os dados mostram que o País registrou uma abertura de 101 mil vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 99,37 milhões de pessoas no trimestre encerrado em dezembro. Em um ano, esse contingente aumentou em 3,622 milhões de pessoas. Já a população desocupada diminuiu em 888 mil pessoas em um trimestre, totalizando 8,572 milhões de desempregados no trimestre até dezembro. Em um ano, 3,439 milhões de pessoas deixaram o desemprego.

O nível da ocupação médio (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) foi estimado em 56,6% em 2022, segundo ano seguido de crescimento após o menor patamar registrado, em 2020 (51,2%). O maior nível da ocupação ocorreu nos anos de 2013 e 2014, quando alcançou 58,1% da população em idade de trabalhar.


Sem carteira


Já a média anual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada atingiu 12,9 milhões em 2022, número recorde para o indicador desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O número de pessoas nessa situação aumentou 14,9% em relação a 2021, quando havia 11,2 milhões de trabalhadores sem carteira assinada. Os trabalhadores por conta própria - formais ou informais - somaram 25,5 milhões no ano, altas de 2,6% em relação ao ano anterior e de 27,3% na comparação com 2012 - o menor patamar da série histórica.

O número médio anual de empregados com carteira de trabalho aumentou em 9,2% e chegou a 35,9 milhões de pessoas, consolidando a reversão da tendência iniciada em 2021.


A informalidade também atingiu um recorde em números absolutos: 38,8 milhões de trabalhadores. A pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, disse que, mesmo assim, o mercado de trabalho em 2022 pode ser visto de forma positiva. Segundo ela, o ano de 2022 marcou a consolidação da recuperação do mercado de trabalho no País no pós-pandemia.


"O ano de 2022 foi um ano de consolidação do processo de recuperação iniciado em 2021. Enquanto em 2021 a gente tinha participação muito alta do trabalho informal no processo de recuperação, em 2022, houve consolidação da importância do informal, mas sinalizou recuperação da carteira assinada, contribuindo para a redução da taxa de informalidade no País", apontou Adriana Beringuy.


A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 274,35 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, alta de 12,8% ante igual período do ano passado. A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.808 no mesmo período (+ 8,3% em relação ao mesmo trimestre de 2021).



Com informações da Tribuna do Norte.

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