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UPA da Cidade da Esperança fica lotada durante paralisação

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cidade da Esperança, na zona Oeste de Natal, ficou lotada nesta terça-feira (27), dia em que houve paralisação por parte de funcionários da Saúde, que se reuniram em uma assembleia para discutir pautas relativas à categoria. Relatos colhidos pela reportagem na tarde de ontem indicam que a espera por atendimento era grande. Pacientes afirmaram que, durante todo o dia, houve desentendimentos com os funcionários em razão da precariedade dos serviços. Na ala de pediatria, a demanda também era alta, conforme os relatos.



Tiago Rocha


Jaíne de Oliveira levou os dois filhos com sintomas gripais para a UPA. “Eles estão com febre. Cheguei aqui às 14h, já são 17h, mas até agora nada de atendimento. Não tenho nem esperança de sair logo, porque lá dentro está tudo cheio”, comenta. Já Verônica Santos esperava por uma ambulância para transferir o sobrinho, de 1 ano e dois meses, para um leito na Maternidade Araken Pinto.


“Ele está com bronquiolite. Desde 11h a gente conseguiu vaga na Araken, mas essa bendita ambulância não aparece”, relatou. Na área de atendimento para adultos, a insatisfação também era consenso. A auxiliar de cozinha Bruna Lima chegou à UPA da Esperança na segunda-feira (26) com o pai, de 80 anos. O idoso estava com um ferimento grave, causado pelo longo tempo que ele passa deitado depois de ter sofrido um AVC, há cinco anos. Mesmo tendo conseguido um leito para o pai, a mulher reclamou das limitações no atendimento.


“Todos os enfermeiros estão estressados, porque hoje [terça-feira] está tendo uma parada do pessoal da Saúde. Eles têm dado uma assistência reduzida ao meu pai, que deveria ficar no soro, mas não está. A gente já conversou com a assistente social, ela nos explicou que existe essa parada e está nos ajudando. Uma idosa em situação parecida à do meu pai, de 83 anos, estava no corredor. Somente hoje à tarde é que ela foi levada para uma sala”, afirma Bruna.

"O atendimento reduziu e a situação está horrível”, acrescentou. O psicólogo Jailton Luciano, de 31 anos, estava com sintomas de uma alergia e aguardava há mais de duas horas por atendimento na UPA. "Aqui está tudo muito demorado e desorganizado. Só para fazer a triagem, foi cerca de uma hora. Agora, não sei quando serei atendido", relata.


Já Maria de Nazaré levou a filha, que estava em surto psiquiátrico, para receber medicação. Elas esperaram cerca de um hora pelo atendimento médico, mas a demora para pegar a medicação, após a consulta, já passava de duas horas. “Aqui teve confusão por causa da espera. Pelo visto, ser prioridade não serve de nada, porque eu e minha filha estamos esperando há muito tempo”, conta.

A direção da unidade não quis falar com a reportagem. A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) que a sobrecarga está relacionada ao aumento de viroses, “devido maior circulação dos vírus respiratórios nessa época do ano”.



Com informações da Tribuna do Norte

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